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Efeito da suplementação de melatonina e cafeína em amostras astenozoospérmicas submetidas à criopreservação pelos métodos de congelamento lento e vitrificação

Processo: 19/22138-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de fevereiro de 2020
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2020
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Cirurgia
Pesquisador responsável:Jorge Hallak
Beneficiário:Ana Clara Monteiro Barduchi
Instituição-sede: Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Astenozoospermia   Infertilidade masculina   Criopreservação   Urologia   Melatonina   Cafeína

Resumo

As causas de infertilidade masculina são multifatoriais e envolvem fatores congênitos e adquiridos e, por isso, para um diagnóstico preciso é necessário incluir a avaliação dos hormônios sexuais, análise seminal básica e testes de função espermática. A astenozoospermia é caracterizada pela motilidade espermática progressiva abaixo de 32% e é uma condição frequente das amostras seminais de homens com queixa de infertilidade. Com isso, o objetivo deste estudo é comparar as taxas de sobrevivência dos espermatozoides após o congelamento lento e vitrificação, com ou sem adição das substâncias cafeína e melatonina, a fim de descrever os efeitos de cada técnica na qualidade espermática pós-descongelamento em amostras que apresentam baixa motilidade espermática na análise inicial. Além disso, este trabalho será realizado juntamente com a equipe de Saúde do Homem do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (IEA-USP) em colaboração com o Dr. Raúl Sanchez, pesquisador consolidado em estudos envolvendo vitrificação de espermatozoides na Universidad de La Frontera (Temuco-Chile), e irá contribuir para criação e discussão de políticas públicas de preservação de fertilidade masculina a população de baixa renda, podendo ser aplicado ao Sistema Único de Saúde do país. Serão realizados testes em 30 amostras seminais astenozoospérmicas, ou seja, com motilidade progressiva <32%, conforme as diretrizes do manual da Organização Mundial da Saúde (OMS), de pacientes da rotina do Laboratório Androscience e Departamento de Urologia do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo, com idade entre 18 e 45 anos, no período compreendido entre Janeiro e Dezembro de 2020. As amostras serão criopreservadas pelo método de congelamento lento ou vitrificação sem suplemento ou com 2mM de melatonina. Após o descongelamento, as amostras serão analisadas ou suplementadas com 2mM de cafeína. Parâmetros seminais de contagem e motilidade, analisados pelos critérios da OMS, atividade mitocondrial, pela coloração por diaminobenzidina, avaliação da taxa de fragmentação de DNA, pelo método SCSA® e a dosagem dos níveis de radicais livres de oxigênio (ROS), pelo método de luminescência, serão realizados em todos os grupos. Os dados serão analisados pelo teste T de Student pareado e pela análise de variâncias de uma via com medidas repetidas, seguida pelo teste de correlação de Pearson, e adotado um alfa de 5%.