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Análise metabolômica da biodiversidade micromolecular da Mata Atlântica

Processo: 19/22357-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de maio de 2020
Vigência (Término): 31 de outubro de 2023
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Química - Química Orgânica
Pesquisador responsável:Norberto Peporine Lopes
Beneficiário:Luís Guilherme Pereira Feitosa
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:14/50265-3 - Metabolismo e distribuição de xenobióticos naturais e sintéticos: da compreensão dos processos reacionais à geração de imagens teciduais, AP.BTA.TEM
Assunto(s):Produtos naturais   Impactos ambientais   Biodiversidade   Metabolômica   Espectrometria de massas   Cromatografia líquida de alta eficiência   Mata Atlântica

Resumo

O Brasil apresenta extraordinária biodiversidade, contendo importantes biomas como a Floresta Amazônica, Cerrado e Mata Atlântica. A Mata Atlântica ocorre em uma grande extensão do território brasileiro, sendo que este bioma é considerado um hotspot em biodiversidade, incluindo mais de 20 mil espécies vegetais. Entretanto, o bioma tem sofrido forte pressão antrópica desde o período colonial, acentuada pela expansão de áreas urbanas no século XX. Como consequência, a vegetação do bioma sofreu intensa fragmentação, sendo que mais de 80% da Mata Atlântica remanescente é composta por fragmentos isolados e inferiores a 50 ha. Os fragmentos florestais são suscetíveis aos efeitos de borda e, consequentemente, modificações na composição da vegetação e ambientes dos diferentes habitats. Nesse sentido, são fundamentais os estudos do metaboloma de espécimes das áreas humano-modificadas e conservadas desta floresta. Para tanto, análises por técnicas hifenadas, como a cromatografia líquida de alta eficiência acoplada a espectrometria de massas (CLAE-EM), permitem a obtenção da impressão digital metabólica de um grande conjunto de amostras de plantas. Além disso, os milhares de espectros de EM/EM adquiridos podem ser submetidos a análises por ferramentas computacionais para elaboração de redes moleculares do conjunto amostral. Os dados de CLAE-EM também podem ser analisados por ferramentas estatísticas, visando a observação de tendências de distribuição dos metabólitos secundários nas regiões analisadas. Assim, estes estudos podem auxiliar no conhecimento do impacto da ação humana sobre a biodiversidade na Mata Atlântica. (AU)