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Mecanismos de Reparo de DNA, metabolismo e resposta inflamatória na lesão renal aguda

Processo: 19/15166-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de março de 2020
Vigência (Término): 31 de janeiro de 2021
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia - Imunologia Celular
Pesquisador responsável:Niels Olsen Saraiva Câmara
Beneficiário:Camila Pontes Ferreira
Instituição-sede: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:17/05264-7 - Metabolismo celular, microbiota e sistema imune: novos paradigmas na fisiopatologia das doenças renais, AP.TEM
Assunto(s):Nefrologia   Metabolismo   Reparo do DNA   Lesão renal aguda

Resumo

A Lesão Renal Aguda (LRA) é um dos maiores problemas de saúde pública mundial, sendo que na América do Sul a incidência relatada é de 31%, e, no Brasil, 5% dos casos corresponde das hospitalizações e 30% das internações em Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Uma das causas do LRA é a lesão de Isquemia e Reperfusão Renal (IRI) que é induzida por prejuízo na entrega de oxigênio, nutrientes e acúmulo de insultos tóxicos nos rins, no qual esse desbalanço leva lesão nas células epiteliais e, consequentemente, morte das células por apoptose e necrose. Durante os processos de apoptose e necrose há produção de espécies reativas de oxigênio (ROS, do inglês: Reactive Oxygen Species) e o acúmulo dessas substâncias causam efeitos deletérios nas células como danos no DNA, em que podem modificar a composição e estruturas das bases nitrogenadas, além de gerar quebras no DNA do núcleo e mitocôndria. Para assegurar a integridade do DNA, os sistemas de reparo do DNA são ativados, entre eles, os sistemas de reparo de DNA por excisão de nucleotídeo (NER), reparo por excisão de bases (BER). Estes mecanismos podem ser ativados frente a produtos gerados pela ROS, que são abundantes no IRI. ROS modula o metabolismo dos linfócitos T CD4+ e macrófagos ativados levando a produção e/ou inibição de citocinas, alterações na sua diferenciação e no seu metabolismo. Defeitos na via de NER estão associados com doenças hereditárias humanas como Xeroderma Pigmentoso (XP) e pacientes com XP apresentam prejuízo na resposta imune celular. Já foi demonstrado que danos no DNA modulam a resposta imune das células T, sendo que danos no DNA são capazes de induzir a produção de citocinas pró-inflamatórias e regulatórias como: TNF, IL-6 e IL-10. Tendo em vista que, durante IRI há inflamação e nesses sítios de inflamação os linfócitos T estão em contato com altas concentrações de ROS, nós formulamos a hipótese de que danos causados por ROS no DNA influenciam no metabolismo e consequentemente na resposta imune dos linfócitos T CD4+, que são uma das principais células agressoras da LRA. Para isso, iremos trabalhar com diversas abordagens experimentais, usando animais geneticamente modificados com a deleção de genes XPA e XPC, medidas de metabolismo celular, análise de expressão proteica e genica, morfometria de tecido renais e análise celular e tecidual funcional para responder aos objetivos propostos. A IRI será feita por clampeamento bilateral dos pedículos renais, já bem estabelecido no laboratório. Esperamos demonstrar que na ausência de mecanismos de reparo a resposta inflamatória é exacerbada e, por isso, o desfecho da lesão renal será pior. Acreditamos que parte desta resposta inflamatória exacerbada possa ser por alterações no mecanismo celular, conectando assim, reparo de DNA as vias clássicas metabólicas. (AU)