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Ciclos políticos ambientais: como incentivos eleitorais afetam a política ambiental e os resultados de conservação de florestas

Processo: 19/13707-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de março de 2020
Vigência (Término): 31 de julho de 2022
Área do conhecimento:Ciências Sociais Aplicadas - Economia
Pesquisador responsável:Paula Carvalho Pereda
Beneficiário:Patricia Guidão Cruz Ruggiero
Instituição-sede: Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:14/50848-9 - INCT 2014: INCT para Mudanças Climáticas (INCT-MC), AP.PFPMCG.TEM
Assunto(s):Economia política   Ciência ambiental   Tomada de decisão   Governantes   Conservação da biodiversidade   Eleições (processo político)

Resumo

Os ciclos políticos nos quais a manipulação cíclica e oportunista de determinantes macroeconômicos é modelada pelo enquadramento do jogo político estão amplamente discutidos na literatura de economia política. No entanto, só recentemente estes ciclos foram descritos para políticas secundárias, como as políticas ambientais, e para o uso dos recursos naturais, em estudos que compõe uma literatura ainda incipiente e escassa. No presente projeto, nós propomos contribuir para esta literatura investigando a tomada de decisão por parte dos governantes, tanto em relação à implementação da política pró-ambiente de criação de áreas protegidas para a conservação da biodiversidade quanto em relação ao avanço e retração da perda de vegetação nativa, em resposta aos incentivos gerados no processo eleitoral. Para isso, trabalharemos com uma base de dados em painel combinando informações sobre áreas protegidas, uso da terra, incluindo informação geográfica, e resultado das eleições, no nível estadual e municipal, para todo o território nacional entre 1992 e 2014. Testaremos as variáveis de interesse em função dos anos eleitorais, da presença de incumbentes disputando a eleição, da competitividade da disputa eleitoral, da presença de grupos pró-ambiente na unidade administrativa e do alinhamento partidário entre governo do estado e do município. Além disso, será provavelmente necessário lidar com o problema da endogeneidade para o qual buscaremos uma variável instrumental que nos permita apontar com robustez a existência ou não de uma relação causal entre as variáveis de interesse. A percepção destes ciclos políticos como motores de ganhos e perdas para a conservação ambiental ainda é uma falha na prática e na pesquisa em conservação e meio ambiente, e é particularmente relevante no caso dos países tropicais que tem na manutenção da cobertura vegetal nativa a sua maior contribuição no combate às mudanças climáticas globais. (AU)

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