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Caracterização da cera da semente de urucum proveniente do processo de destilação molecular utilizando a espectrometria de massas

Processo: 20/02096-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de maio de 2020
Vigência (Término): 31 de março de 2021
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Ciência e Tecnologia de Alimentos - Ciência de Alimentos
Pesquisador responsável:Roseli Aparecida Ferrari
Beneficiário:Vanilda Aparecida Soares de Arruda Peixoto
Instituição-sede: Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL). Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA). Secretaria de Agricultura e Abastecimento (São Paulo - Estado). Campinas , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:17/50349-0 - Plano de desenvolvimento institucional em pesquisa do Instituto de Tecnologia de Alimentos - ITAL (PDIp), AP.PDIP
Assunto(s):Produtos novos   Ceras   Bixa orellana   Urucum   Destilação molecular   Espectrometria de massas

Resumo

Desde os tempos remotos os indígenas empregavam sementes de urucum (Bixa orellana L.) para tingir seus artefatos de caça, pesca, vestimentas, enfeites de guerra e o próprio corpo. A primeira referência ao urucum foi encontrada na carta na qual Pero Vaz de Caminha anuncia o descobrimento do Brasil. Além dos usos que os indígenas mantinham o uso dos pigmentos do urucum na culinária doméstica se consolidou com o tempo e sua industrialização. Atualmente, os corantes das sementes do urucum são utilizados nos mais diversos segmentos industriais, como alimentos, farmacêutica e de cosméticos. O Brasil é o maior produtor de sementes e de corantes de urucum, com uma produção estimada em 16 mil ton de grãos em 2018. Isso faz do mercado de sementes e corantes um comércio ativo que gera emprego e renda, principalmente para o pequeno produtor, que é base da produção desses grãos. Essas sementes vêm adquirindo notoriedade por conter outras substâncias de importância para a saúde do homem, como os tocotrienóis e o geranilgeraniol. Os compostos bioativos poderão, em um futuro próximo, explicar grande parte das propriedades farmacológicas tradicionalmente atribuídas ao urucum como anti-inflamatório, expectorante, febrífugo, cicatrizante e repelente de insetos, entre outras. Essas substâncias estão presentes em um arilo que recobre as sementes de urucum e que representa cerca de 10% da massa da semente seca. Os laboratórios do Instituto de Tecnologia de Alimentos após as análises desse arilo encontraram a seguinte composição físico-química: teor de umidade 3,5%, teor de cinzas 2,0%, teor de Proteína Bruta 2,5%, teor do extrato etéreo 30%, teor de carboidratos totais 32% e teor de carotenóides totais expressos como bixina de 30%. Essa composição indica que pelo menos 30% do material que compõe o arilo da semente de urucum, portanto, aproximadamente 3% do peso das sementes é formado por lipídios cuja consistência remete a composição de ceras. Recentemente, durante a destilação para a separação e isolamento de compostos das classes dos terpenos e tocotrienóis da fração insaponificável das sementes de urucum, nos deparamos com um elevado teor de cera que representou grande parte da matéria-prima utilizada no processo de fracionamento. Contudo, não encontramos relatos na literatura sobre a fração insaponificável das sementes de urucum sendo essa a principal motivação dessa pesquisa. Esse projeto propõe a determinação do teor de ceras em sementes de urucum e no resíduo da destilação molecular do material insaponificável desses grãos, e uma caracterização abrangente dos compostos bioativos através de cromatografia líquida e de gás acoplada com espectrometria de massas de alta resolução. Espera-se que o conhecimento detalhado da composição das diferentes frações da semente do urucum possa orientar as aplicações para o aproveitamento desse material. (AU)