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Evolução e diversidade cultural de grupos caçadores-coletores na porção oriental das Bacias do Paraná e Uruguai

Processo: 19/08870-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de março de 2020
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2022
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Arqueologia - Arqueologia Pré-histórica
Pesquisador responsável:Maria Mercedes Martinez Okumura
Beneficiário:João Carlos Moreno de Sousa
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:18/23282-5 - Continuidade e mudança em grupos pré-históricos do Vale do Ribeira de Iguape (São Paulo e Paraná): aplicações da teoria evolutiva a bioarqueologia e estudos de cultura material, AP.JP
Assunto(s):Arqueologia experimental   Evolução cultural

Resumo

Diversos sítios paleoíndios no Brasil, especialmente no centro e no sul do país, são conhecidos devido às escavações nessas regiões desde a década de 1960. No entanto, poucas análises sistemáticas da cultura material destes sítios paleoíndios foram realizadas até hoje. A literatura arqueológica brasileira costuma classificar apenas duas culturas arqueológicas para o período paleoíndio na porção oriental da América do Sul - a "Tradição Itaparica" e a "Tradição Umbu", ambas datadas por volta de 13.000 até (pelo menos) 7000 mil anos atrás. Poucas pesquisas foram feitas a fim de verificar se as coleções arqueológicas associadas a estas duas supostas culturas arqueológicas são culturalmente homogêneas e como se deu a evolução delas. Este projeto tem como principal objetivo compreender a diversidade cultural e evolução das culturas arqueológicas que estão sendo obliteradas pelo modelo Itaparica-Umbu de ocupação paleoíndia da América do Sul oriental a fim de compreender mais acuradamente sua distribuição geográfica e cronológica, focando em coleções líticas provenientes dos Estados de Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A análise dos principais atributos dos vestígios líticos fornecerá meios para que se possa entender a relação dos grupos paleoíndios contemporâneos brasileiros entre si e com outros grupos culturais da América do Sul, assim com possíveis relações de ancestralidade e descendência com culturas mais antigas e mais recentes. (AU)