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Investigação dos efeitos celulares e moleculares da reversina em modelos de gliomas

Processo: 19/26058-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de abril de 2020
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2020
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia
Pesquisador responsável:João Agostinho Machado Neto
Beneficiário:Camila Yumi Soares Hirakata
Instituição-sede: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Biologia molecular   Quimiorresistência   Células eucarióticas   Glioma   Glioblastoma   Bioatividade   Histopatologia

Resumo

Os gliomas pertencem a um grupo heterogêneo de tumores cerebrais com propriedades biológicas e clínicas distintas que incluem complexidade molecular, bem como inconsistências na classificação histopatológica, o que culmina em uma previsão imprecisa na progressão da doença e falha no uso da terapia padrão, sendo um desafio para o tratamento dos gliomas os altos índices de recorrência. Apesar dos grandes avanços no entendimento da biologia e alterações moleculares presentes nos gliomas, muito pouco se traduziram em novas terapias. As auroras são serina/treonina-quinases necessárias para múltiplos aspectos na regulação mitótica em células eucarióticas. Em gliomas, a expressão de AURKA é maior em estádios mais avançados da doença, está associado com marcadores de proliferação e angiogênese, e prediz pior prognóstico. De forma similar, a expressão de AURKB é maior em glioblastomas, está relacionada quimioresistência à temozolomida e impacta negativamente no desfecho clínico. A reversina é um análogo de ATP e tem sido relatada como um potente inibidor multiquinase seletivo para AURKA, AURKB, MSP1 e JNK e apresenta uma potencial atividade antineoplásica. Tendo em vista a importância das auroras quinases para o gliomas, o presente projeto de pesquisa tem como objetivo investigar os efeitos celulares e moleculares do tratamento com reversina em modelos de gliomas humanos. Nossa expectativa é consolidar os achados de que as auroras quinases podem ser potenciais alvos e propor um novo fármaco para compor o arsenal quimioterápico no tratamento dos gliomas.