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Avaliação de possíveis interações entre as vias de florescimento fotoperiódica, age e giberelina com o módulo SP/SFT e seus impactos sobre a arquitetura do tomateiro (Solanum lycopersicum L.)

Processo: 19/20157-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de maio de 2020
Vigência (Término): 30 de abril de 2022
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Genética - Genética Vegetal
Pesquisador responsável:Fabio Tebaldi Silveira Nogueira
Beneficiário:Mateus Henrique Vicente
Instituição-sede: Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ). Universidade de São Paulo (USP). Piracicaba , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:18/17441-3 - Controle molecular da arquitetura vegetal: interconexão entre microRNAs, fatores de transcrição e fitohormônios, AP.TEM
Assunto(s):Desenvolvimento vegetal   Floração   Fotoperíodo   Poda   MicroRNAs   Tomateiro   Solanum lycopersicum   Giberelinas

Resumo

O florescimento é orquestrado por uma complexa rede de fatores internos (genéticos e epigenéticos), que são responsáveis por perceber os sinais externos (temperatura, quantidade e qualidade de luz) e determinar o melhor momento para que as plantas efetuem a transição do desenvolvimento vegetativo para o reprodutivo, garantindo, assim, seu sucesso reprodutivo. Vários trabalhos, usando como modelo a planta Arabidopsis thaliana, caracterizaram esses fatores endógenos e possibilitaram a identificação de cinco vias genéticas relacionadas ao florescimento nessa planta, as quais foram denominadas como via da idade (age), autônoma, giberelina, fotoperíodo e vernalização. A conservação dessas vias em outras espécies, especialmente naquelas de importância econômica, ainda carece de informação, e parte disso, se deve ao fator de que algumas dessas vias apresentam pouco efeito sobre o tempo de florescimento de certas plantas, como é o caso da via fotoperiódica no tomateiro cultivado (Solanum lycopersicum L.). Contudo, trabalhos recentes vêm demonstrando que o conhecimento mais detalhado dessas vias pode contribuir consideravelmente para o melhoramento do tomateiro e de outras culturas, uma vez que, essas vias afetam não somente o tempo de florescimento, mas também toda arquitetura das plantas. Tanto a arquitetura quanto o florescimento do tomateiro são influenciados pela família gênica CETS, da qual fazem parte os genes Self-Pruning (SP) e Single Flower Truss (SFT). Esses dois genes são responsáveis por manter o crescimento vegetativo e gerar o sinal móvel para indução do florescimento, respectivamente, bem como apresentam capacidade de interação diversas proteínas. Diante disso, é possível conjecturar que os genes SP e SFT possam ser afetados direto ou indiretamente por diferentes moléculas reguladoras das vias de florescimento descritas em Arabidopsis. Logo, o presente trabalho visa explorar as possíveis interações do módulo SP/SFT com as vias de florescimento fotoperiódica, age e do hormônio giberelina, assim como, seus impactos sobre a arquitetura do tomateiro. Para tal, serão utilizadas variações alélicas (naturais, induzidas e/ou transgênicas) para essas três vias de florescimento, as quais foram introgredidas no background genético da cultivar modelo de tomateiro Micro-Tom (MT). (AU)