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Mecanismos imunes nas fibroses hepática e pulmonar associadas a telomeropatias em modelo murino e doença humana

Processo: 19/25002-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de março de 2020
Vigência (Término): 29 de fevereiro de 2024
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Rodrigo do Tocantins Calado de Saloma Rodrigues
Beneficiário:Willian Robert Gomes
Instituição-sede: Hemocentro de Ribeirão Preto. Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP (HCMRP). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Cirrose hepática   Telômero   Resposta imune   Fibrose pulmonar   Hematologia

Resumo

Telômeros são estruturas complexas constituídas por sequências repetitivas de nucleotídeos que se associam a proteínas para formar as extremidades dos cromossomos lineares. A extensão telomérica reduz-se a cada ciclo mitótico e, quando os telômeros atingem comprimentos demasiadamente curtos, induzem as células a entrarem em senescência ou apoptose. Alguns tipos celulares, como as células-tronco embrionárias ou adultas, mantêm sua capacidade proliferativa de maneira constante e, para isso, dispõem do complexo enzimático telomerase, capaz de alongar os telômeros e atenuar sua erosão. Diferentes mutações podem levar ao encurtamento excessivo dos telômeros, resultando no desenvolvimento de telomeropatias. A falência da célula-tronco hematopoética (anemia aplástica) é uma das principais manifestações clínicas das telomeropatias, porém pacientes podem desenvolver processos fibróticos em órgãos como os pulmões (fibrose pulmonar) e fígado (cirrose). Apesar de haver evidências que mostrem a correlação entre a erosão telomérica e a cirrose hepática, os mecanismos envolvidos neste processo não são bem compreendidos. O presente trabalho tem como objetivo avaliar os mecanismos imunes envolvidos no desenvolvimento de processo fibrótico hepático e pulmonar causado pelo encurtamento telomérico. Para isso, serão estudados modelos murinos knockout Terc-/- e Tert-/- e animais selvagens com mesmo background genético serão avaliados como controles. A cirrose será induzida pela infecção controlada por S. mansoni por via percutânea. No dia +120 pós-infecção, em amostra do fígado, a fibrose será determinada por Picro-Sirius Red, a expressão gênica será avaliada pelo sequenciamento de RNA de nova geração (RNASeq) e a caracterização fenotípica dos macrófagos infiltrados será realizada por imunoistoquímica. Macrófagos derivados da medula óssea serão testados quanto à sua capacidade de polarização in vitro. As subpopulações de linfócitos T em sangue periférico serão identificadas e quantificadas por imunofenotipagem em citometria de fluxo. No soro, o perfil de citocinas será avaliado por Luminex para identificação das vias inflamatórias envolvidas. Adicionalmente, também serão estudados pacientes portadores de telomeropatias com fibrose pulmonar e/ou cirrose diagnosticadas por métodos de imagem e/ou biópsia. Pacientes com telomeropatias com falência medular isolada sem manifestação fibrótica serão estudados como controles. A caracterização fenotípica e estratificação das subpopulações de linfócitos T em sangue periférico será realizada por citometria por tempo de voo (CyTOF) e o padrão de citocinas séricas será determinado por Luminex a fim de se verificar as diferenças exibidas no perfil imune celular e molecular nos pacientes que desenvolvem doença fibrótica. Espera-se que os resultados contribuam para a melhor compreensão de como as disfunções teloméricas influenciam no desenvolvimento de processos fibróticos, e que possíveis novos alvos terapêuticos sejam identificados para tratamento destas complicações. (AU)