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Predições de interação fármaco-fármaco com a gabapentina usando a modelagem farmacocinética fisiologicamente baseada

Processo: 20/00756-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de abril de 2020
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2020
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Farmacologia Clínica
Pesquisador responsável:Natália Valadares de Moraes
Beneficiário:Thayna Pizzocaro Gomez
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCFAR). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Araraquara. Araraquara , SP, Brasil
Assunto(s):Farmacocinética   Desenvolvimento de fármacos   Gabapentina   Cinética   Processos fisiológicos   Modelagem computacional   Estudo clínico

Resumo

Estudos de modelagem e simulação (M&S) em farmacocinética baseada em fisiologia (PBPK) foram recentemente reconhecidos pelas agências reguladoras americana e europeia para a tomada de decisões no desenvolvimento de medicamentos. Essa abordagem tem sido utilizada para explorar e predizer quantitativamente as interações fármaco-fármaco em populações virtuais. Neste estudo, a modelagem e simulação em PBPK será empregada para predição do efeito de interações fármaco-fármaco na farmacocinética da gabapentina. Clinicamente, a gabapentina é usada no tratamento de dor neuropática e como adjuvante no tratamento da epilepsia. Serão avaliados modelos usando o software PKSim® (versão 8) para predição dos dados gerados pelo grupo de pesquisa em estudo clínico cruzado em pacientes com dor neuropática tratados com dose única de gabapentina. A gabapentina apresenta biodisponibilidade variável no trato gastrointestinal, o que está provavelmente relacionado à sua absorção saturável mediada pelo transportador de aminoácidos do tipo L (LAT). O fármaco não se liga em proteínas plasmáticas, não é metabolizado em humanos e é eliminado principalmente de forma inalterada na urina. Estudos sugerem que a secreção tubular ativa nos rins contribui para a excreção de gabapentina. Dados no nosso grupo de pesquisa mostraram que a gabapentina é substrato dos transportadores renais MATE1, OCTN1 e OCT2. Os dados gerados aqui poderão contribuir na compreenssão dos mecanismos fisiológicos que regulam a cinética da gabapentina e para melhor desenho de estudos clínicos envolvendo a gabapentina. (AU)