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As duas faces do microbioma de insetos no desenvolvimento de alternativas sustentáveis para o manejo de Spodoptera frugiperda e Euschistus heros

Processo: 20/01018-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de maio de 2020
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2023
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Agronomia - Fitossanidade
Pesquisador responsável:Fernando Luis Cônsoli
Beneficiário:Cecília Beatriz Nascimento Lima
Instituição-sede: Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ). Universidade de São Paulo (USP). Piracicaba , SP, Brasil
Assunto(s):Insetos   Spodoptera frugiperda   Euschistus heros   Microbiota   Sustentabilidade   Bacteriófagos   Metabólitos   Bioatividade   Controle de pragas

Resumo

A associação de insetos a bactérias simbiontes pode influenciar diferentes aspectos da sua biologia. Simbiontes podem auxiliar na metabolização de toxinas e contribuir com a produção de metabólitos essenciais para nutrição do inseto hospedeiro, por exemplo. Com isso, a exploração da interação de insetos a bactérias simbiontes pode contribuir para o desenvolvimento de novas tecnologias de controle de Spodoptera frugiperda e Euschistos heros. Assim, com a hipótese de que existem agentes naturais de regulação, como os bacteriófagos, e que bacteriófagos específicos poderiam ser utilizados como agentes de controle da microbiota (fagoterapia) de insetos praga, levando à redução da sua aptidão biológica ou até mesmo à sua morte, buscamos neste trabalho constatar a presença, especificidade e associação de bacteriófagos em populações de S. frugiperda e E. heros, seu potencial lítico, e potencial agente para a redução da aptidão biológica desses insetos praga, contribuindo para o controle das mesmas. Além disso, estudos prévios em nosso grupo relataram o potencial inseticida de extratos brutos de diferentes isolados de Streptomyces novaecaesareae e Streptomyces nojiriensis contra S. frugiperda. Comparações quimométricas e bioensaios de atividade inseticida desses diferentes isolados demonstraram a existência de variabilidade no perfil químico e na bioatividade dos extratos produzidos. Assim, nossa segunda hipótese é que os extratos ativos dos isolados de S. novaecaesareae e S. nojiriensis são fonte de novos bioinseticidas e que a diversidade química encontrada em isolados do mesmo filotipo é decorrente de variabilidade fenotípica e genética. Com isso objetivamos identificar os compostos responsáveis pela bioatividade observada contra S. frugiperda e E. heros dos extratos promissores, bem como o modo de ação das moléculas ativas nesses insetos. Somado à necessidade do desenvolvimento de novas metodologias de controle para os insetos praga aqui supracitados, nossa pesquisa será pioneira na exploração do uso da fagoterapia para o controle de pragas, assim como permitirá a identificação de novas moléculas ativas, e seu modo de ação, para o controle de pragas. (AU)

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