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Investigação do envolvimento do eixo microbiota-intestino-cérebro na etiologia da disfunção pancreática endócrina de camundongos submetidos à desnutrição proteica

Processo: 20/03956-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de maio de 2020
Vigência (Término): 30 de abril de 2021
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas
Pesquisador responsável:Everardo Magalhães Carneiro
Beneficiário:Kênia Moreno de Oliveira
Instituição-sede: Instituto de Biologia (IB). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:13/07607-8 - CMPO - Centro Multidisciplinar de Pesquisa em Obesidade e Doenças Associadas, AP.CEPID
Assunto(s):Fisiologia endócrina   Ácidos graxos voláteis   Microbiota   Intestinos   Cérebro   Pancreatopatias   Modelos animais de doenças   Deficiência de proteína   Secreção de insulina

Resumo

O Trato Gastrointestinal (TGI) informa continuamente o Sistema Nervoso Central (SNC) a condição nutricional do indivíduo em parte via eixo intestino-cérebro. A microbiota intestinal também participa deste fluxo de informação via eixo Microbiota-Intestino-Cérebro (MIC). Como mediadores deste processo de comunicação estão os Ácidos Graxos de Cadeia Curta (AGCC), produtos da fermentação bacteriana, que agem no eixo MIC via regulação das aferências do TGI ao SNC, ou por estimulação das células enteroendócrinas secretoras do peptídeo tirosina-tirosina (PYY) e do peptídeo semelhante ao glucagon (GLP)-1. As eferências do eixo MIC levam informações tanto ao TGI quanto aos demais tecidos do organismo, com destaque para a ativação do sistema nervoso parassimpático para a ilhota pancreática que potencializa a secreção de insulina. Indiretamente a microbiota também regula a célula ² pela liberação intestinal de PYY e GLP-1. Portanto, o microbioma participa dos mecanismos de integração fisiológica para garantir a homeostasia, e a disbiose pode determinar prejuízos neuroendócrinos e metabólicos. Nosso Laboratório demonstrou que a restrição proteica causa redução da secreção de insulina e da massa de células ², porém aumenta a secreção de glucagon e a massa de células ±. É possível que a disfunção pancreática endócrina em camundongos desnutridos ocorra por disbiose do microbioma intestinal, o que modificaria a concentração intestinal e circulante de AGCC, resultando em prejuízos na comunicação do eixo MIC com o pâncreas endócrino. Desta forma, este projeto ao abordar o eixo MIC-pâncreas, pela primeira vez demonstrará como a microbiota intestinal na restrição proteica determina os prejuízos morfofuncionais da célula ², fomentando a caracterização fisiopatológica e de novas estratégias terapêuticas para este tipo de desnutrição. (AU)