| Processo: | 20/03956-1 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 01 de maio de 2020 |
| Data de Término da vigência: | 29 de fevereiro de 2024 |
| Área de conhecimento: | Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas |
| Pesquisador responsável: | Everardo Magalhães Carneiro |
| Beneficiário: | Kênia Moreno de Oliveira |
| Instituição Sede: | Instituto de Biologia (IB). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil |
| Vinculado ao auxílio: | 13/07607-8 - CMPO - Centro Multidisciplinar de Pesquisa em Obesidade e Doenças Associadas, AP.CEPID |
| Assunto(s): | Fisiologia endócrina Ácidos graxos voláteis Microbiota Intestinos Cérebro Pancreatopatias Modelos animais de doenças Deficiência de proteína Secreção de insulina |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | ácidos graxos de cadeia curta | Homeostase da Glicose | Microbiota | morfofunção intestinal | Restrição proteica | Secreção de Insulina | Fisiologia endócrina |
Resumo O Trato Gastrointestinal (TGI) informa continuamente o Sistema Nervoso Central (SNC) a condição nutricional do indivíduo em parte via eixo intestino-cérebro. A microbiota intestinal também participa deste fluxo de informação via eixo Microbiota-Intestino-Cérebro (MIC). Como mediadores deste processo de comunicação estão os Ácidos Graxos de Cadeia Curta (AGCC), produtos da fermentação bacteriana, que agem no eixo MIC via regulação das aferências do TGI ao SNC, ou por estimulação das células enteroendócrinas secretoras do peptídeo tirosina-tirosina (PYY) e do peptídeo semelhante ao glucagon (GLP)-1. As eferências do eixo MIC levam informações tanto ao TGI quanto aos demais tecidos do organismo, com destaque para a ativação do sistema nervoso parassimpático para a ilhota pancreática que potencializa a secreção de insulina. Indiretamente a microbiota também regula a célula ² pela liberação intestinal de PYY e GLP-1. Portanto, o microbioma participa dos mecanismos de integração fisiológica para garantir a homeostasia, e a disbiose pode determinar prejuízos neuroendócrinos e metabólicos. Nosso Laboratório demonstrou que a restrição proteica causa redução da secreção de insulina e da massa de células ², porém aumenta a secreção de glucagon e a massa de células ±. É possível que a disfunção pancreática endócrina em camundongos desnutridos ocorra por disbiose do microbioma intestinal, o que modificaria a concentração intestinal e circulante de AGCC, resultando em prejuízos na comunicação do eixo MIC com o pâncreas endócrino. Desta forma, este projeto ao abordar o eixo MIC-pâncreas, pela primeira vez demonstrará como a microbiota intestinal na restrição proteica determina os prejuízos morfofuncionais da célula ², fomentando a caracterização fisiopatológica e de novas estratégias terapêuticas para este tipo de desnutrição. (AU) | |
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