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Exercício físico como estratégia não farmacológica na prevenção e tratamento da Doença de Alzheimer

Processo: 19/17532-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de junho de 2020
Vigência (Término): 31 de março de 2024
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Educação Física
Pesquisador responsável:Adelino Sanchez Ramos da Silva
Beneficiário:Gustavo Paroschi Morais
Instituição-sede: Escola de Educação Física e Esporte de Ribeirão Preto (EEFERP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Doença de Alzheimer   Exercício físico   Autofagia

Resumo

O número de pessoas com demência tem crescido substancialmente ao redor do mundo, tendo um custo global similar ao PIB de países como Holanda. O Brasil ocupa o nono lugar no ranking. A doença de Alzheimer (AD) tem a maior prevalência dentre as doenças neurodegenerativas (demências), sendo a formação de placas ²-amilóide no tecido cerebral uma das características, afetando a função cognitiva. Um dos fatores envolvidos na má formação e aglomeração ²-amilóide é o funcionamento prejudicado da via autofágica-lisossomal, diminuindo a remoção da ²-amilóide, permitindo que se aglomerem levando a neurodegeneração. Desde sua descoberta, a TFEB tem demonstrado um papel fundamental na via autofágica-lisossomal. Ela é o principal coordenador autofágico, regulando positivamente a biogênese lisossomal e a formação do autolisossomo, tendo a capacidade de melhorar o quadro patológico de doenças neurodegenerativas. O exercício físico tem se mostrado uma ferramenta eficaz na prevenção da neurodegeneração, contudo os mecanismos protetivos necessitam de melhor elucidação. O exercício físico foi capaz de melhorar a autofagia neuronal e diminuir a neurodegeneração através da TFEB, e em tecido muscular pela ativação da via Calcineurina-TFEB, induzir a autofagia. Além disso, o exercício foi capaz de induzir a biogênese e melhorar a função mitocondrial em tecido muscular de forma dependente da TFEB. Sabe-se que disfunções mitocondriais e doenças neurodegenerativas tem uma próxima correlação, e a autofagia mitocondrial tem um papel importante na prevenção desse quadro. Portanto, o objetivo do presente estudo é verificar se a TFEB, através das vias autofágica-lisossomal e da biogênese mitocondrial, juntamente com a Calcineurina, estaria exercendo seu efeito neuroprotetor induzida pelo exercício físico. Os camundongos serão divididos em em 4 grupos: controle (CT; wild type sedentários), controle AD (CAD; APP/PS1 sedentários); treinados (TR; wild type submetidos ao protocolo de exercício); treinados AD (TAD; APP/PS1 submetidos ao protocolo de exercício). Os métodos empregados incluem: teste de memória, immunoblotting, Real time-PCR, imunofluorescência e imageamento cerebral. Será adotado o nível de significância de pd0,05. (AU)