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Dia vs. noite: modulação da secreção de melatonina extra-pineal em resposta a um desafio imunológico com LPS em sapos (Rhinella icterica)

Processo: 19/26885-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de abril de 2020
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2020
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia Comparada
Pesquisador responsável:Fernando Ribeiro Gomes
Beneficiário:João Cunha Cyrino
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:14/16320-7 - Impactos das mudanças climáticas e ambientais sobre a fauna: uma abordagem integrativa, AP.PFPMCG.TEM
Assunto(s):Endocrinologia   Inflamação   Patógenos   Aminoácidos   Melatonina   Lipopolissacarídeos   Fatores imunológicos   Rhinella schneideri

Resumo

A melatonina é um hormônio sintetizado a partir do aminoácido triptofano, que tem seu local de produção central na glândula pineal, com a principal função de sincronização do período claro/escuro em vertebrados. Entretanto, a produção de melatonina em sítios extra pineal tem sido descrita em diversos tecidos, como intestino, pulmão e células imunes, apresentando outras funções regulatórias, como imuno regulação. Uma vez que a produção pineal e extra pineal de melatonina é modulada por padrões moleculares associados a patógenos, sua produção central é diminuída concomitantemente ao aumento de sua produção local por outros tecidos, principalmente células imunitárias em resposta a um desafio imune em mamíferos. A investigação da ocorrência de produção de melatonina extra-pineal em diferentes períodos, bem como da sua modulação por estímulos imunitários em anfíbios anuros representaria uma importante contribuição para a compreensão destas funções neste grupo, bem como do grau de sua conservação evolutiva dentre os tetrápodes. O objetivo do presente projeto é investigar se há uma independência na produção de melatonina pineal vs. extra-pineal em anfíbios. Adicionalmente, investigar se a presença de um desafio imunológico diminui a produção central de melatonina (observada na diminuição da concentração plasmática), enquanto que aumentam a produção extra-pineal de melatonina (observada nos tecidos imunes). Para isso, os animais mantidos em um ciclo 12:12 C/E receberão uma injeção de lipopolissacarídeo ou salina às 10h e às 22h e serão amostrados 2h após a injeção (12h e 24h). Amostras de sangue serão coletadas, para dosagem de melatonina plasmática, em seguida os animais serão decapitados e recolhidos os tecidos: medula óssea, pulmão, fígado e intestino para determinação da melatonina presente nos tecidos.