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Avaliação dos efeitos do tratamento quimioterápico contra leishmaniose visceral na morfofisiologia do intestino de hamsters dourados (Mesocricetus auratus)

Processo: 19/21557-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de junho de 2020
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2020
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Anatomia Patológica e Patologia Clínica
Pesquisador responsável:Renata de Britto Mari
Beneficiário:Sarah Kymberly Santos de Lima
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IB-CLP). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus Experimental do Litoral Paulista. São Vicente , SP, Brasil
Assunto(s):Histopatologia   Histologia   Leishmaniose visceral   Desenvolvimento de fármacos   Medicamentos fitoterápicos   Trato gastrointestinal   Histoquímica   Técnicas histológicas   Hamsters

Resumo

A Leishmaniose Visceral (LV) é uma doença de extrema importância para saúde pública, levando à óbito 90% dos casos não tratados. Recentemente uma ampla variedade de estudos vem sendo realizados a fim de investigar mudanças morfofisiológicas e histopatológicas no trato gastrointestinal (TGI) causados pelo protozoário do gênero Leishmania, uma vez que os órgãos que compõe o TGI possuem uma intima associação com o sistema imune, e a propagação da Leishmânia depende dos macrófagos, células que estão presentes no intestino. Sabe-se também que, a LV ainda é uma doença ainda sem cura, cujo tratamento atual é realizado através de quimioterapia, sendo muitas vezes prejudicial à pacientes submetidos a esse processo. Sendo assim, a procura pelo desenvolvimento de fármacos eficazes contra as formas promastigotas e amastigotas se tornou popular, entre estes, a produção de remédios à base de triterpenos, como a mistura do ácido ursólico e anfotericina B, vem sendo testados a fim de estabelecer um tratamento eficiente a LV, eliminando também os efeitos colaterais em pacientes. Contudo, ainda não houveram relatos de estudos analisando os efeitos terapêuticos desse fármaco no TGI e suas alterações histológicas e morfofisiológicas. Sendo assim, em continuação ao projeto desenvolvido anteriormente, o presente trabalho teve como objetivo investigar as alterações morfofisiológicas na estratigrafia intestinal, bem como a densidade populacional de neurônios do plexo mioentérico, ocorridas no jejuno e íleo dos hamsters infectados experimentalmente por Leishmania infantum e submetidos ao tratamento de ácido ursólico e anfotericina B, utilizando técnicas histológicas de coloração em hematoxilina e eosina (HE) para mensuração da estratigrafia intestinal; técnica de coloração em ácido periódico de Schiff (PAS); Alcian Blue pH 2,5 (AB), para coloração de células caliciforme e linfócitos intraepiteliais (IELs) e a técnica histoquímica em Giemsa para evidenciar a população total de neurônios do plexo mioentérico.