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Moffies no exército: raça/etnia, gênero e (homos)sexualidade nas Forças Armadas sul-africanas durante o apartheid

Processo: 19/24233-0
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Mestrado
Vigência (Início): 04 de janeiro de 2021
Vigência (Término): 03 de julho de 2021
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Antropologia
Pesquisador responsável:Laura Moutinho
Beneficiário:Phillip Willians Leite
Supervisor no Exterior: Bernard Dubbeld
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Local de pesquisa : Stellenbosch University, África do Sul  
Vinculado à bolsa:19/04296-8 - Moffies no exército: raça/etnia, gênero e (homos)sexualidade nas forças armadas sul-africanas durante o apartheid, BP.MS
Assunto(s):Apartheid   Exército   Forças armadas   Homossexualidade   Nação   África do Sul

Resumo

A literatura acadêmica sobre a homossexualidade nas forças armadas sul-africanas (South African Defence Force, ou SADF) durante o apartheid conta com poucos trabalhos e se debruça especialmente sobre a violência interpessoal e institucional que moffies, termo derrogatório em africânder para homens afeminados e/ou homossexuais, sofreram na instituição. Não obstante, a partir de um trabalho de campo realizado no âmbito de uma iniciação científica em Stellenbosch, África do Sul, com homens whites na casa dos 40-60 anos, ex-recrutas da SADF e auto-identificados enquanto homossexuais, o presente projeto constrói a hipótese de que a experiência da homossexualidade na instituição foi mais complexa do que aponta a literatura sobre o tema. Os relatos desses homens sobre o cotidiano no exército permitem dizer que, em alguns casos, os indivíduos parecem ter vivido experiências e construído uma elaboração de si não só em consonância, mas também em negociação e subversão de normas ligadas a diferentes marcadores sociais da diferença articulados ao projeto nacionalista africânder. Trabalhando com essa hipótese, este projeto procurará investigar 1) as relações entre o nacionalismo africânder e a (homos)sexualidade, em intersecção com outros marcadores sociais da diferença, e 2) o processo de constituição de si dos sujeitos enquanto homossexuais no espaço das forças armadas. (AU)