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Influência da empagliflozina no miocárdio de ratos com insuficiência cardíaca induzida por estenose aórtica

Processo: 18/07048-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de julho de 2020
Vigência (Término): 30 de junho de 2022
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Katashi Okoshi
Beneficiário:Luana Urbano Pagan
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FMB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu , SP, Brasil
Assunto(s):Cardiologia   Miocárdio   Insuficiência cardíaca   Estenose da valva aórtica   Remodelação ventricular   Inibidores do transportador 2 de sódio-glicose   Modelos animais

Resumo

A Insuficiência Cardíaca (IC) caracteriza-se, clinicamente, por redução da capacidade para exercícios físicos e atividades cotidianas. A IC pode ser decorrente de doenças tais como hipertensão arterial, infarto do miocárdio, valvulopatias e miocardiopatias. Sobrecargas hemodinâmicas crônicas produzidas por essas doenças induzem alterações gênicas, moleculares, celulares e intersticiais que se manifestam clinicamente como modificações no tamanho, forma e função do coração, cujo processo é denominado remodelamento cardíaco. Essas sobrecargas podem gerar mudanças na arquitetura do colágeno, favorecer a fibrose, bem como o desbalanço entre a produção de espécies reativas de oxigênio e a capacidade antioxidante. Alterações dessas vias contribuem para o processo de remodelamento cardíaco, levando a piora do quadro clínico da IC. Devido à elevada morbidade e mortalidade por IC, há grande interesse no desenvolvimento de novos medicamentos para atenuar o remodelamento cardíaco que ocorre durante a progressão da doença. O inibidor da proteína cotransportadora de sódio-glicose tipo 2 (SGLT2), utilizado no tratamento do diabetes mellitus, tem demonstrado efeito cardioprotetor, porém os mecanismos pelos quais promove benefícios ao coração ainda não estão esclarecidos. Dessa forma, o objetivo desse estudo é avaliar a influência da empagliflozina nas alterações estruturais e moleculares no miocárdio de ratos com insuficiência cardíaca induzida por estenose aórtica. Métodos: Após 18 semanas de indução de estenose aórtica, serão constituídos quatro grupos experimentais de ratos Wistar machos: sham (Sham, n=15); sham + empagliflozina (S+EMPA, n=15); estenose aórtica (EAO, n=25); estenose aórtica + empagliflozina (EAO+EMPA, n=25). Os ratos pertencentes aos grupos S+EMPA e EAO+EMPA receberão, diariamente, a empagliflozina na concentração de 10 mg/kg/dia adicionada à ração, durante 8 semanas. A avaliação estrutural e funcional in vivo do coração será realizada por ecocardiograma. Amostras de tecido do ventrículo esquerdo serão obtidas para análises bioquímicas, histológicas e moleculares. In vitro, células H9C2 serão induzidas ao estresse oxidativo por H2O2 e tratadas com emplaglifozina. Após o tratamento, serão submetidas a análises de imunofluorescência (Nfr2) e Western blotting (enzimas antioxidantes, MAPKs, NF-kB, TNF-± e IL-6). As comparações entre os grupos serão realizadas por análise de variância (ANOVA) complementada pelo teste de Bonferroni (distribuição normal), ou o teste de Kruskal-Wallis complementado pelo teste de Dunn (distribuição não normal). Os resultados serão discutidos no nível de significância de 5%. (AU)