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Avaliação da ceramida na miopatia associada à insuficiência cardíaca

Processo: 19/17945-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de março de 2020
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2020
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Marina Politi Okoshi
Beneficiário:Ingrid de Freitas Tosta
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FMB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu , SP, Brasil
Assunto(s):Fisiologia do sistema muscular   Doenças musculares   Insuficiência cardíaca   Atrofia muscular   Músculo esquelético   Estresse oxidativo   Modelos animais de doenças

Resumo

A insuficiência cardíaca (IC) induz fadiga e dispneia. Os sintomas podem ser decorrentes não somente de anormalidades cardiovasculares, mas também de alterações de músculos esqueléticos, já bem descritas na IC. As alterações musculares foram denominadas miopatia associada à IC. O metabolismo dos esfingolipídios representa importante aspecto da biologia muscular. A ceramida está associada a diversos efeitos deletérios como piora da captação muscular de glicose, indução de apoptose, disfunção mitocondrial, alteração do trânsito intracelular de cálcio, disfunção contrátil em células musculares, e aumento da produção de espécies reativas de oxigênio. O aumento do estresse oxidativo intensifica processos inflamatórios formando um círculo vicioso. Embora as ações da ceramida sugiram seu envolvimento em condições de redução da massa muscular, há poucos estudos nesta área. Como os esfingolipídios são abundantes no músculo esquelético, o melhor entendimento de seu papel pode ajudar a identificar estratégias para preservar e/ou recuperar a musculatura de indivíduos com doenças que cursam com redução da massa muscular. Testaremos a hipótese que a ceramida está aumentada no músculo esquelético durante a IC e associada a aumento do estresse oxidativo e atrofia muscular. O objetivo desse estudo é avaliar a expressão da ceramida e sua associação com aumento do estresse oxidativo e atrofia do músculo esquelético de ratos com IC induzida por infarto agudo do miocárdio. Também serão avaliados os efeitos da administração prolongada do antioxidante N-acetilcisteína na prevenção ou atenuação de alterações musculares associadas à insuficiência cardíaca. Objetivos específicos incluem a avaliação das seguintes variáveis no músculo sóleo: expressão proteica da ceramida; atividade das enzimas antioxidantes catalase, glutationa peroxidase e superóxido dismutase, concentração muscular de marcador de estresse oxidativo; e avaliação da área seccional. (AU)