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Pontes de papel: intelectuais e concepções americanistas nos Cuadernos Americanos (1942 - 1959)

Processo: 19/26616-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de junho de 2020
Vigência (Término): 31 de maio de 2022
Área do conhecimento:Ciências Humanas - História - História da América
Pesquisador responsável:José Alves de Freitas Neto
Beneficiário:André Mateus Pupin
Instituição-sede: Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):História intelectual   Intelectuais   Política   Revistas   México   Cultura

Resumo

O objetivo da pesquisa é analisar repertórios e produções discursivas sobre as concepções americanistas expostas e defendidas nos Cuadernos Americanos, publicação mexicana criada em 1942, e que teve grande relevância no cenário político e cultural do continente. O México pós-revolucionário, com a consolidação do poder do Partido Revolucionário Institucional (PRI), fomentou debates e discussões sobre a identidade e a unidade dos povos latino-americanos. Os Cuadernos Americanos, fundado e dirigido pelo historiador Jesús Silva Herzog, reuniu intelectuais que problematizaram a noção de revolução, de participação popular e o ideário de pautas associadas a diferentes experiências históricas, como a Guerra Civil espanhola e a propagação do socialismo pelo mundo. Desta forma, o recorte temporal da análise sobre produções identitárias estende-se da origem da revista até 1959, ano da Revolução em Cuba - marco fundamental na história da América. Muitas concepções americanistas de autores de diversos países atravessaram a revista, como por exemplo Haya de la Torre propunha uma Indoamérica, valorizando o índio ao invés do latino, de origem europeia; por outro lado a noção de Pan-americanismo, centrada nos Estados Unidos, foi muito criticada. Assim, analisaremos esta revista-mundo a partir da história intelectual e da história global, a fim de evidenciarmos que ao articular tantas questões e reposicionar a discussão sobre as identidades em um país multifacetado, os colaboradores procuravam construir pontes de papel e projetar um ideário estruturado pelo clamor - tanto pela experiência como pela expectativa - da revolução. (AU)