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Papel das vesículas extracelulares como marcadores de inflamação e desfechos clínicos adversos no transplante ortotópico de fígado

Processo: 19/20320-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de maio de 2020
Vigência (Término): 31 de julho de 2021
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina
Pesquisador responsável:Fernanda Loureiro de Andrade Orsi
Beneficiário:Gabriela Lisiane Tripiquia Vechiatto Mesquita
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Médicas (FCM). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:16/14172-6 - Investigação de aspectos fisiopatológicos e novas abordagens terapêuticas em doenças tromboembólicas, AP.TEM
Assunto(s):Patologia clínica   Neutrófilos   Vesículas extracelulares   Transplante de fígado   Inflamação   Biomarcadores

Resumo

Estudos recentes mostram que as vesículas extracelulares (VEs) estão presentes em todo oorganismo, em geral nos fluidos corporais, e são transmissores intracelulares de sinaisbiológicos em condições fisiológicas e patológicas. Elas são partículas de células, as quais se desprenderam de sua célula de origem, e carregam os mesmos receptores de superfície que sua progenitora, possibilitando sua viagem e ação em qualquer parte do organismo. Suasações se dão principalmente em processos inflamatórios, tromboses, doenças degenerativas, e câncer. A formação dessas vesículas faz parte dos mecanismos imunológicos, podendo aumentar ou inibir a resposta imune, além de carregarem antígenos de patógenos para células apresentadoras de antígenos. No transplante ortotópico de fígado (TOF) há um estado inflamatório persistente determinado por vários parâmetros, como as condições clínicas dospacientes, condições do órgão transplantado e transfusão de hemocomponentes durante otransplante. Quanto mais exacerbado o processo de inflamação maior o risco de falência doenxerto e de mortalidade dos pacientes. Os mecanismos fisiopatológicos por trás do processo inflamatório associado ao TOF não estão elucidados. A associação entre VEs e inflamação após transplante hepático não foi investigada em estudos clínicos até o momento. Desta forma, o objetivo desse estudo é avaliar a associação entre o TOF e a formação de VEs em pacientes submetidos a esse tratamento. Para tal, pacientes submetidos a TOF serão consecutivamente incluídos no estudo durante 2 anos. Os pacientes serão seguidos desde o pré-transplante imediato até alta, óbito ou retransplante. Amostras de sangue serão coletadas no pré-transplante imediato, ao final da cirurgia e ao final do seguimento. Serão quantificados nessas amostras os seguintes marcadores de VEs: CD14 (marcador de monócitos), CD41a (marcador de plaquetas), CD45 (marcador leucocitário), CD62P (marcador de P-selectina), CD162 (marcador de glicoproteína-1 ligante de P-selectina ou PSGL-1) e CD31 (marcador de adesão celular endotelial-plaquetária). As variações dos níveis desses marcadores nos 3 tempos de coleta serão avaliadas por análise de variância (ANOVA) com medidas repetidas. Após, avaliaremos os possíveis determinantes associados aos níveis circulantes de VEs ao final do período cirúrgico por meio de métodos de regressão linear, sendo os possíveis determinantes pré-estabelecidos: idade, sexo, MELD score, índice de massa corpórea, diagnóstico de carcinoma hepatocelular, tempos de isquemia e volume de transfusão sanguínea durante a cirurgia. Por fim, avaliaremos a associação entre os níveis de VEs ao final do período cirúrgico e a ocorrência de desfechos adversos (internação prolongada, falha do enxerto e óbito) por meio de métodos de regressão logística. A avaliação de VEs como marcadores de inflamação no transplante hepático poderá contribuir para a saúde desses pacientes, através da identificação precoce do risco de complicações pós transplante. (AU)

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