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Avaliação da participação do óxido nítrico e de espécies reativas de oxigênio na infecção humana causada por Leishmania (L.) infantum chagasi

Processo: 20/02626-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Vigência (Início): 01 de maio de 2020
Vigência (Término): 30 de setembro de 2020
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Saúde Coletiva - Saúde Pública
Pesquisador responsável:Carlos Eduardo Pereira Corbett
Beneficiário:Islam Hussein Chouman
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:14/50315-0 - Leishmanioses na América Latina: uma perspectiva avançada sobre fatores imunopatogenéticos da infecção cutânea e visceral, imunomoduladores da saliva de vetores flebotomíneos e exo-antígenos imunogênicos de Leishmania (L.) infantum chagasi candidatos à vacina, AP.TEM

Resumo

A infecção pelo parasito Leishmania (L.) infantum chagasi determina uma resposta imunológica no hospedeiro que, na dependência de fatores genéticos, pode ser benéfica ou não ao indivíduo. Assim, a busca por possíveis causas e fatores que possam estar associados à resistência ou suscetibilidade do indivíduo à infecção por L. (L.) i. chagasi torna-se relevante. Elementos celulares da resposta imune inata, como macrófagos e neutrófilos, podem contribuir para um perfil de maior resistência do hospedeiro, uma vez que estas células são capazes de produzir compostos químicos ou radicais livres altamente tóxicos ao parasito, como o superóxido (O2*-) e peróxido de hidrogênio (H2O2) que pertencem ao grupo das espécies reativas de oxigênio (EROs) e também produzir espécies reativas de nitrogênio (ERNs), como o óxido nítrico.Nessa direção, a presente investigação focará a participação de EROs e ERNs nos diferentes estágios da infecção humana causada pelo parasito. Salientamos que tais estágios da infecção são definidos em função dos perfis clínico-imunológicos do hospedeiro, ou seja, na presença ou ausência de sinais e sintomas dos indivíduos ao exame físico, na intensidade da resposta imune celular do hospedeiro ao antígeno de Leishmania, usando a reação intradérmica de Montenegro (RIM), e intensidade da resposta imune humoral, mensurada pelos níveis de anticorpos encontrados na reação de imunofluorescência indireta (RIFI) (Crescente et al. 2009; Silveira et al. 2010ª,b). Os estágios da infecção se classificam em: 1) infecção inicial indeterminada (III) (RIM-, RIFI+/++) que se refere ao estágio inicial de infecção e que, na dependência da resposta imune do indivíduo, pode evoluir para o perfil de resistência ou de suscetibilidade ao parasito ao longo do tempo; 2) infecção assintomática (IA) (RIM+/++++, RIFI-), representando o polo de resistência máxima dos indivíduos à infecção; 3) infecção subclínica resistente (ISR) (RIM+/++++, RIFI+/++) que representa um estágio intermediário de desenvolvimento da infecção que caminha em direção ao polo resistente; 4) infecção subclínica oligossintomática (ISO) (RIM-, RIFI+++/++++) e 5) infecção sintomática (IS= Leishmaniose Visceral) (RIM-, RIFI+++/++++) que apresenta o mesmo perfil de produção de anticorpos e resposta cutânea ao antígeno parasitário que o estágio anterior ISO, se diferenciando pelo maior número de sinais/sintomas clínicos encontrados nos indivíduos Para avaliar a participação das espécies reativas de oxigênio e nitrogênio na resistência à infecção causada por L. (L.) i. chagasi, realizaremos o sequenciamento global de moléculas de RNA do hospedeiro (RNA-seq, plataforma Illumina) com posterior análise do nível de expressão dos genes envolvidos nas vias de sinalização e biossíntese de radicais livres e compostos químicos que pertencem às classes das EROs e ERNs.Para cumprir tal objetivo, pretendemos determinar a expressão gênica de tais elementos nas células mononucleares do sangue periférico de cerca de 60 indivíduos infectados por L. (L.) i. chagasi assintomáticos (III, ISR, IA) e sintomáticos (ISO e IS=LV) pertencentes aos cinco perfis clínico-imunológicos do hospedeiro. Para fins de comparação, indivíduos sadios e não infectados pelo parasito farão parte do estudo (controles negativos).REFERÊNCIASCrescente JA et al. (2009). A cross-section study on the clinical na immunological spectrum of human Leishmania (L.) infantum chagasi infection in the Brazilian Amazon region. Trans R Soc Trop Med Hyg 103: 1250-6.Silveira FT et al. (2010a). Further evidences on a new diagnosis approach for monitoring human Leishmania (L.) infantum chagasi infection in Amazonian Brazil. Parasitol Res 106: 377-86.Silveira FT et al. (2010b). A prospective study on the dynamics of the clinical and immunological evolution of human Leishmania (L.) infantum chagasi infection in the Brazilian Amazon region. Trans R Soc Trop Med Hyg 104: 529-35.