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Fake news e redes sociais: um estudo sobre a comunicação como zona de contágio paranoico

Processo: 19/24617-3
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de junho de 2020
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2020
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Psicologia - Psicologia Social
Pesquisador responsável:Ari Fernando Maia
Beneficiário:Carmen dos Santos Godoy Ura
Instituição-sede: Faculdade de Ciências (FC). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Bauru. Bauru , SP, Brasil
Assunto(s):Fake news   Big data   Redes sociais   Aplicativos móveis   Compartilhamento de dados   Disseminação de informação   Subjetividade

Resumo

O fenômeno das fake news, do rastreio e da manipulação das informações a partir do Big Data é cada vez mais importante. Para a psicologia, esse fenômeno tem especial relevância, uma vez que, a partir do entendimento de como os indivíduos se mobilizam para compartilhar tais dados é possível observar e analisar como os sujeitos se constituem nas relações de poder. O presente trabalho reuniu estudos sobre a comunicação na sociedade neoliberal via redes sociais e aplicativos de mensagens instantâneas, nos quais circulam as fake news. Esses estudos entendem que tais formas não são comunicação, no sentido da interação amistosa e reflexiva entre as pessoas, mas contágio paranoico, que apresenta as características de passividade e agressividade, além da exploração dos dados gerados nas interações do sujeito para fins de propaganda dirigida, a serviço do consumo. Assim, nos atuais regimes neoliberais, algo se constitui no sujeito que o leva à sujeição sem a necessidade da presença do controlador, tornando-o escravo de si mesmo, de sua positividade. A importância desse estudo está na relevância atual do fenômeno das fake news, que precisa ser explorado por diversos ângulos, dentre eles o da subjetividade.