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Papel do acetato na dinâmica e disfunção mitocondrial na lesão renal induzida por isquemia e reperfusão

Processo: 19/22409-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de junho de 2020
Vigência (Término): 31 de maio de 2021
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Niels Olsen Saraiva Câmara
Beneficiário:João Vitor Ziroldo Lopes
Instituição-sede: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:17/05264-7 - Metabolismo celular, microbiota e sistema imune: novos paradigmas na fisiopatologia das doenças renais, AP.TEM
Assunto(s):Nefrologia   Transplante de rim   Inflamação   Isquemia e reperfusão   Metabolismo   Acetatos   Dinâmica mitocondrial   Modelagem molecular

Resumo

O transplante renal se apresenta como um dos principais procedimentos realizados no Brasil. Embora em posição mundial relevante, o país ainda encontra déficit nesse setor: em 2010, da demanda de 11.040 transplantes, foram atendidas 4.630. Além das disparidades regionais presentes no país, temos os desfechos negativos que permeiam o procedimento: o órgão passa por um período de isquemia quente em doadores vivos e falecidos, e fria, em doadores falecidos, que leva a disfunções na mitocôndria e no metabolismo celular, ocasionando morte celular e diminuindo a viabilidade do órgão. Estudos anteriores propuseram mecanismos de análise e de intervenção que reduziriam os fenômenos de disfunção e de lesão tecidual, levando à maior preservação e viabilidade do enxerto. Em específico, análises revelaram o papel da microbiota gastrointestinal e seus ácidos graxos de cadeia curta como possível fator para melhores desfechos no transplantes, ganhando destaque o acetato, com maior balanço protetivo dentre as moléculas analisadas. Temos, assim, o intuito de aprofundar e compreender os mecanismos de proteção e conservação envolvendo o acetato, com ênfase na dinâmica mitocondrial, no metabolismo da glicose e no estresse oxidativo geral dentro da isquemia quente e, após análises, dentro da isquemia fria. Para tanto, trabalharemos com um modelo clássico de lesão renal por isquemia e reperfusão e métodos de biologia celular e molecular para responder aos objetivos. Acreditamos que a indução de acetato em tais modelos seria capaz de atenuar a disfunção mitocondrial e favorecer uma melhor função do enxerto. (AU)