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Caracterização da lisina desacetilase zinco-dependente 4 de Leishmania mexicana

Processo: 20/01434-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de agosto de 2020
Vigência (Término): 31 de julho de 2021
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Parasitologia - Protozoologia de Parasitos
Pesquisador responsável:Nilmar Silvio Moretti
Beneficiário:Myrna Victória Zanchetta Costa
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Biologia molecular   Leishmaniose   Leishmania mexicana   Acetilação   Lisina   CRISPR-Cas9

Resumo

Leishmanioses são causadas por diferentes espécies de Leishmania spp. A doença apresenta espectro clínico variando de lesões cutâneas, mucocutâneas até o acometimento de vísceras. Durante seu ciclo de vida, Leishmania sp. transita entre hospedeiros invertebrados e vertebrados, enfrentando diferentes modificações ambientais, que exigem do parasita rápidas adaptações para sua sobrevivência. Modificações pós-traducionais, como acetilação e fosforilação tem sido implicadas na regulação de diversos processos celulares. Recentemente nosso grupo descreveu o acetiloma das formas promastigotas, metacíclicas e amastigotas de Leishmania mexicana. Foram identificados 336 sítios de lisina diferencialmente acetilados (K-ac) em 253 proteínas na forma promastigota procíclica; 550 K-ac em 304 proteínas na forma promastigota metacíclica, e 349 K-ac em 225 proteínas na forma amastigota. Tendo em vista que a regulação dos níveis de acetilação proteica parece desempenhar papel importante nos mecanismos regulatórios da diferenciação de Leishmania sp. entre suas formas evolutivas, este projeto tem como objetivo caracterizar a lisina desacetilase zinco-dependente 4 (DAC4) de L. mexicana. Utilizando o sistema CRISPR/Cas9 geramos linhagens hemi-nocautes e nocautes e fluorescente "tagged" para a proteína DAC4. Assim, utilizando as linhagens obtidas, pretendemos neste projeto: I) avaliar o papel da DAC4 nos processos de proliferação das formas procíclicas de L. mexicana; II) avaliar o envolvimento de DAC4 na diferenciação das formas procíclicas para formas metacíclicas e amastigotas; III) investigar a expressão de DAC4 nas formas evolutivas do parasita; IV) analisar a localização subcelular de DAC4 nas formas promatigotas metacíclica e amastigotas. Esperamos assim com este projeto contribuir para melhor entendimento da função da acetilação proteica na regulação de processos essenciais para proliferação e pregressão da infecção de L. mexicana. (AU)