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Avaliação da transmissão vertical do MICROSPORÍDIO n. ceranae em abelhas sem ferrão: diagnóstico histológico e histoquímico do intestino das operárias

Processo: 19/24218-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de agosto de 2020
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2020
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Zoologia - Zoologia Aplicada
Pesquisador responsável:Elaine Cristina Mathias da Silva Zacarin
Beneficiário:Isabelle Christine Corrêa de Araújo
Instituição-sede: Centro de Ciências Humanas e Biológicas (CCHB). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). Sorocaba , SP, Brasil
Assunto(s):Histoquímica   Diagnóstico histológico

Resumo

As abelhas são importantes polinizadores de plantas, dependendo unicamente do néctar das flores para completar seu ciclo de vida. A abelha melífera africanizada (Apis mellifera) é a espécie manejada mais conhecida no Brasil e uma das mais importantes para a polinização de muitas culturas agrícolas. Devido ao declínio mundial das populações das abelhas ao longo dos anos, atribuído a uma série de fatores, como a infecção pelo microsporídio Nosema ceranae, uso indiscriminado de agrotóxicos e pobreza nutricional, estudos com abelhas nativas sem ferrão vêm ganhando destaque. Um exemplo de espécie de abelha-sem-ferrão é a jataí (Tetragonisca angustula), a qual apresenta bastante eficiência na polinização de plantas nativas e se distribuem amplamente no país, bem como a mandaguari (Scaptotrigona postica) e a mandaçaia (Melipona quadrifasciata). Essas espécies de abelhas mencionadas podem polinizar os mesmos recursos florais e, portanto, serem infectadas pelas mesmas doenças por contaminação vertical, como a nosemose, doença relatada em A. mellifera, porém com casos identificados em outras espécies de abelhas não-Apis. Assim, esse trabalho visa avaliar a inoculação in vitro de abelhas sem ferrão com esporos de N. ceranae com o objetivo de detectar a ocorrência ou ausência de infecção desse endoparasita intestinal em espécies não-Apis, por meio de diagnostico histológico e histoquímico, de forma a comprovar ou refutar a hipótese de transmissão vertical deste microsporídio. O órgão analisado será o intestino extraído das abelhas em dois momentos (7 dias e 15 dias após a inoculação in vitro). Os intestinos isolados serão fixados e rotineiramente processados para inclusão em historesina. Após microtomia, as lâminas contendo as secções histológicas do intestino serão submetidas à coloração com Hematoxilina-Eosina, para análise histológica, e técnicas histoquímicas como Reação de Feulgen e Azul de Toluidina para detecção de DNA dos esporos nas células intestinais infectadas, Xilidine Ponceau e Azul de Bromofenol para a análise de proteínas totais. O diagnóstico histológico e histoquímico da presença de esporos permitirá a identificação dos mesmos no epitélio do intestino médio comprovando a infecção. Na ausência de infecção, os esporos poderão ser encontrados no lúmen intestinal ou ainda no intestino posterior. Este trabalho busca, portanto, entender o processo de contaminação vertical de diferentes espécies de abelhas-sem-ferrão com esporos de N. ceranae provenientes de A. mellifera africanizada.