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Explicações sobre procrastinar tarefas escolares relatadas por estudantes de graduação em Terapia Ocupacional: um estudo qualitativo

Processo: 20/01613-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de junho de 2020
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2020
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Fisioterapia e Terapia Ocupacional
Pesquisador responsável:Egberto Ribeiro Turato
Beneficiário:Erick Gonçalves dos Santos
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Médicas (FCM). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Terapia ocupacional   Rendimento escolar   Estudantes universitários   Processos mentais   Fatores psicossociais   Análise e desempenho de tarefas   Estudo clínico   Entrevista   Dados qualitativos

Resumo

O tema procrastinação no âmbito universitário tem ganhado espaço na literatura científica. Trata-se de fenômeno de dimensões psicossociais, entendido como adiamentos sucessivos de atividades necessárias, geralmente associado a sentimentos de culpa por não cumprir as responsabilidades. Ele vem acompanhado de uma série de defesas psicológicas de racionalização sobre os porquês da postergação. Frequentemente, a procrastinação pode ser percebida como comportamento normal, embora se torne problema enquanto impede a produção, psico e socialmente, esperada para tarefas. Quando o comportamento é cronificado, a procrastinação pode ser um sinal de transtornos clínicos emocionais/comportamentais. A literatura científica traz principalmente pesquisas quantitativas sobre o assunto, apontando correlação entre a prática da procrastinação e desempenho escolar por exemplo. Pode também evidenciar correlações (estatísticas) com problemas de autoestima e manifestações associando a depressão ao comportamento procrastinador. São escassos os estudos qualitativos neste tema, não se encontrando pesquisa explorando os significados da procrastinação entre estudantes de graduação em terapia ocupacional. Objetivo: Explorar explicações relatadas por graduandos estudantes de terapia ocupacional, atribuídos ao comportamento procrastinador, relativos a tarefas escolares, considerando auto referidos como 'vivenciadores habituais' do fenômeno. Participantes e Método: Desenho clínico-qualitativo, um método trazido e refinado das Ciências Humanas. Amostra de sujeitos construída principalmente de modo intencional, pela técnica da bola-de-neve, com indicações sucessivas entre colegas estudantes de terapia ocupacional. A amostra será fechada pelo critério da saturação teórica de informações. Será aplicada a técnica da entrevista semidirigida de questões abertas em profundidade. O material das entrevistas será transcrito integralmente e tratado pela Análise Clínico-Qualitativo de Conteúdo. Resultados esperados: Há relevância da compreensão científica de tais significados atribuídos pelos estudantes ao comportamento procrastinador, pois os achados poderão ser úteis em ajudar nas orientações dadas por educadores/professores e autoridades universitárias; bem como por clínicos que se deparem com esta demanda (médicos e profissionais assistenciais em geral e psicoterapeutas terapeutas ocupacionais das diversas abordagens). Outrossim, para consumo pelos próprios estudantes para melhor entender o que estaria por debaixo deste fenômeno e assim melhor manejar as próprias eventuais dificuldades decorrentes.