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Regulação térmica da resposta imune adquirida contra Paracoccidioides brasiliensis

Processo: 19/26164-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de maio de 2020
Vigência (Término): 31 de agosto de 2021
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia - Imunologia Aplicada
Pesquisador responsável:Alexandre Alarcon Steiner
Beneficiário:Gabriela Carvalho Santos Ferreira
Instituição-sede: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:18/03418-0 - Hipotermia na Sepse: causas e consequências, AP.TEM
Assunto(s):Regulação da temperatura corporal   Imunidade adaptativa   Hipotermia   Sepse   Paracoccidioides brasiliensis

Resumo

A sepse (inflamação sistêmica causada por infecção) é uma das doenças que mais mata no Brasil e no mundo. Uma mudança no estado térmico de febre para hipotermia é um marco nos quadros mais graves de sepse. Porém, enquanto tal fenômeno é geralmente visto como sinal de desarranjo e malignidade, estudos recentes indicam que tal hipotermia representa uma resposta regulada cujos benefícios excedem aqueles da febre nos casos mais graves de sepse. Porém, os benefícios da hipotermia parecem ocorrer na fase aguda à resposta imune, podendo haver custo no que se refere ao desenvolvimento da resposta imune adquirida a longo-prazo. Existem linhagens animais, como os camundongos B10.A, que respondem a infecções com resposta imune inata robusta e resposta imune adquirida inadequada mediante uma infecção pelo fungo P. brasiliensis, desenvolvendo hipotermia nas primeiras 48 horas da infecção, quando submetidos a temperatura ambiente de 24ºC. Sendo assim, neste projeto tem-se o interesse em estudar esse modelo animal a fim de avaliar se a ineficácia da resposta imune tardia/adquirida de camundongos B10.A contra o fungo P. brasiliensis deve-se, pelo menos em parte, ao desenvolvimento de hipotermia ao invés de febre nessas primeiras 48 h da infecção. Para testar essa hipótese, o fungo será inoculado pela via endotraqueal dos camundongos 10 dias após a cirurgia para acomodação do probe de temperatura. Experimentos para analisar a relação da temperatura com carga fúngica (CFU) e lesão pulmonar (histologia), além de sua relação com fenótipos de células dendríticas e linfócitos T, através de citometria, serão realizados duas e dez semanas pós infecção. (AU)