Busca avançada
Ano de início
Entree

Quantidades iniciais de variação intraespecífica adaptativa afetam a persistência de populações em paisagens fragmentadas?

Processo: 19/24355-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de junho de 2020
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2021
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Ecologia - Ecologia Teórica
Pesquisador responsável:Paulo Inácio de Knegt López de Prado
Beneficiário:Lucas Rodrigues de Freitas
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:16/01343-7 - ICTP Instituto Sul-Americano para Física Fundamental: um centro regional para física teórica, AP.TEM
Assunto(s):Ecologia da paisagem   Ecologia evolutiva   Destruição de habitat   Extinção biológica   Simulação por computador

Resumo

Perda de habitat é a mais importante causa de extinção de espécies na atualidade. Além disso, a configuração espacial de como manchas habitat permanecem em paisagens pode ter consequências que vão além da simples perda de habitat. Curiosamente, a quantidade de espécies que inicialmente se mantém em uma área é frequentemente maior do que seria esperado pela razão espécie-área, um fenômeno caracterizado como "débito de extinção". No entanto, esse excesso de espécies em áreas afetadas é teorizado como fadado a extinção dentro de um prazo, definido como "tempo de relaxamento". Diversas explicações para o débito de extinção focam na existência de espécies cujas características mitigam os efeitos da perda de habitat e fragmentação negligenciando que tais características favoráveis podem surgir a nível de indivíduo como consequência da preexistente variação intraespecífica no uso de recursos. Deste modo, o débito de extinção cai na intersecção entre processos ecológicos e evolutivos, um tópico em evidência para desenvolvimentos teóricos e empíricos na atualidade. Nós propomos o uso de simulações computacionais para explorar sistematicamente as consequências lógicas de diferentes quantidades iniciais de variação intraespecífica no tempo de relaxamento de populações frente a eventos de ambas perda de habitat e fragmentação. Ao realizarmos experimentos espacialmente explícitos em silico com completo controle sobre covariáveis relevantes visamos avançar aspectos teóricos do débito de extinção. E ao fazermos isso, esperamos contribuir para o desenvolvimento de ambos novos modelos teóricos e estudos empíricos a fim de impulsionar o ciclo teórico-empírico. (AU)