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Interações epidídimo-espermatozoide em condições de estresse térmico: efeitos na contribuição paterna para o desenvolvimento embrionário

Processo: 19/23685-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de agosto de 2020
Vigência (Término): 31 de julho de 2022
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Medicina Veterinária - Reprodução Animal
Pesquisador responsável:Felipe Perecin
Beneficiário:Maíra Bianchi Rodrigues Alves
Instituição-sede: Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos (FZEA). Universidade de São Paulo (USP). Pirassununga , SP, Brasil
Assunto(s):Sêmen   Biotecnologia da reprodução   Epigênese genética   Embrião   Vesículas extracelulares   Bovinos

Resumo

Enquanto os atributos espermáticos de caráteres morfológicos e funcionais são associados à qualidade espermática e ao potencial fértil masculino, recentemente os atributos moleculares dos espermatozoides também têm sido reconhecidos como fatores determinantes destes. Neste contexto, os espermatozoides carregam moléculas de RNAs, principalmente ncRNAs (RNAs não codificadores) que se relacionam com o desenvolvimento embrionário inicial. Pelo fato de os espermatozoides apresentarem DNA altamente condensado e, serem considerados, portanto, transcrionalmente inertes, é durante a passagem pelo epidídimo que as células espermáticas adquirem grande parte dessas moléculas, por meio das vesículas extracelulares (epididimossomos) liberadas pelo epitélio epididimário. Recentemente, mostramos que microRNAs, uma subpopulação específica de ncRNAs, são alteradas nas vesículas extracelulares isoladas do plasma seminal de touros submetidos ao estresse térmico escrotal. Entretanto, não sabemos se o conteúdo molecular do epitélio epididimário também poderia ser alterado e se as vesículas alteradas poderiam modular o conteúdo molecular espermático e, consequentemente, impactar o desenvolvimento embrionário inicial. De fato, os efeitos do estresse térmico são bem descritos no tocante às interações testículos-espermatozoides e sabidamente geram prejuízo à qualidade espermática e ao potencial fértil. No entanto, pouco se sabe como as interações epidídimos-espermatozoides, mediadas pelos epididimossomos, poderiam responder a este estresse. Assim, a hipótese do presente estudo é que o estresse térmico leva a alterações moleculares nos epidídimos e nos espermatozoides, mediadas pelos epididimossomos, que apresentam impacto sobre o desenvolvimento embrionário inicial.