Busca avançada
Ano de início
Entree

Impacto da vacinação contra HPV anual e em base escolar na cobertura vacinal no município de Indaiatuba (SP)

Processo: 20/05103-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de maio de 2020
Vigência (Término): 30 de abril de 2021
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Saúde Coletiva - Medicina Preventiva
Pesquisador responsável:Júlio César Teixeira
Beneficiário:Daniella Moretti Arbore
Instituição-sede: Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher (CAISM). Hospital da Mulher Professor Doutor José Aristodemo Pinotti. Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Ginecologia   Neoplasias do colo uterino   Infecções por Papillomavirus   Cobertura vacinal   Programas de imunização   Estudos longitudinais   Indaiatuba (SP)

Resumo

O câncer do colo do útero é um importante problema de saúde pública, destacando-se como o terceiro tumor maligno mais frequente entre as mulheres. Trata-se de uma doença com um agente causal, o HPV, cuja infecção pode ser prevenida. Sabe-se que a vacinação de pelo menos 80% das adolescentes femininas, antes do início da atividade sexual, tem um potencial de diminuir este câncer em até 70%. No Brasil, existem três vacinas registradas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária e duas disponíveis para utilização. O Sistema Único de Saúde oferece a quadrivalente, contra os HPV-16/18/6/11, no Programa Nacional de Imunizações desde 2014, porém as coberturas vacinais encontram-se muito baixas nas populações alvo de até 14 anos de idade. Esta baixa cobertura vacinal se acentuou em 2015 após a vacinação ter sido transferida de escolas para as Unidades Básicas de Saúde. Na cidade de Indaiatuba foi verificada a mesma baixa cobertura e procurando modificar este cenário, um levantamento local mostrou que o município possuía cerca de 83% da população entre 9 e 10 anos de idade matriculadas na rede municipal e isto propiciou o estabelecimento do Plano Municipal de Vacinação contra HPV (PMV-HPV), iniciado em 2018, que realiza a vacinação contra HPV em base escolar para meninos e meninas de nove e 10 anos, com duas doses aplicadas anualmente. Este estudo longitudinal visa avaliar os resultados do PMV-HPV do município de Indaiatuba (SP) após dois anos, com a evolução anual da cobertura vacinal contra o HPV de meninos e meninas. As informações a serem analisadas serão obtidas diretamente dos registros municipais do PMV-HPV e, via web, no Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações (SI-PNI). Será montado um banco de dados, calculadas as coberturas vacinais por idade e gênero, nos períodos de campanha (vacinação nas escolas) e fora dele (vacinação nas UBS), e antes e após a implementação do programa de vacinação anual, em base escolar, igualando a idade independente de gênero, e possíveis modificações na cobertura vacinação em outras idades. Será pesquisado possíveis recusas dos responsáveis na vacinação nas escolas e de ocorrência de eventos adversos registrados. (AU)