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Potencial adaptativo e medicinal de leguminosas arbóreas do cerrado

Processo: 20/04378-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de junho de 2020
Vigência (Término): 31 de maio de 2021
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Botânica - Morfologia Vegetal
Pesquisador responsável:Aline Redondo Martins
Beneficiário:Thalissa Cagnin Pereira
Instituição-sede: Faculdade de Engenharia (FEIS). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Ilha Solteira. Ilha Solteira , SP, Brasil
Assunto(s):Anatomia vegetal   Plantas medicinais   Leguminosae   Fabaceae   Queimada   Cerrado   Histoquímica   Microscópio óptico   Estudos transversais

Resumo

A influência do fogo nos ecossistemas e a adaptação das plantas como resposta a este elemento ainda é pouco compreendida. Entre os ecossistemas brasileiros que são propensos a queimadas periódicas se destaca o Cerrado, bioma complexo e heterogêneo, onde é possível encontrar uma flora bem adaptada. Dentre as famílias encontradas nesse bioma, destaca-se as leguminosas, com espécies cujas características morfológicas se relacionam com a presença do fogo, e geralmente contam com a presença de compostos secundários produzidos em seus tecidos. Afim de avaliar as estratégias envolvidas na sobrevivência de plantas após a passagem de fogo, será realizado um estudo morfonatômico de duas espécies da família Fabaceae. Além disso, seus potenciais medicinais serão testados, através de extratos vegetais das folhas inseridos em uma linhagem celular tumorigênica. Experimentos de queima foram realizados em indivíduos de hábito arbóreo em idade juvenil, conduzidos em cinco parcelas da Fazenda de Ensino Pesquisa e Extensão - UNESP - Ilha Solteira-SP. Para os estudos anatômicos, as estruturas (folhas, caules e raízes) foram fixadas em FAA70 e conservadas em etanol 70%. Cortes transversais e longitudinais poderão ser obtidos através de técnicas à mão livre com auxílio de lâminas de barbear ou seccionados em micrótomo de deslize. As secções seguirão rotina adequada a técnica para clarificação e coloração, seguindo posteriormente para montagem em lâminas permanentes. Parte do material será desidratado, incluído em historesina, seccionado em micrótomo rotativo e corado com azul de toluidina. Testes histoquímicos completarão as avaliações morfoanatômicas, e todo material será fotomicrografado em microscópio óptico e descrito segundo literatura especializada. Para os testes medicinais, será obtido o extrato aquoso das espécies, que serão inseridos em uma linhagem celular tumorigênica, derivada de células escamosas de colo de útero (SiHa). O material será analisado quanto as modificações de forma e tamanho celular quando tratadas com os extratos. Para o índice de proliferação celular e citotoxicidade serão realizados dois experimentos: controle (sem tratamento) e outro com o extrato nas três diferentes concentrações (10, 100 e 1000 ¼g/mL) a serem tratados por 4, 24, 48 e 72 horas. O teste estatístico de análise de variância será aplicado para obtenção dos resultados. (AU)