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Análise integrativa proteômica e de microRNA do intestino de camundongos com Diabetes Mellitus Tipo 2 tratados com diferentes concentrações de fluoreto na água de beber

Processo: 19/26117-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de julho de 2020
Vigência (Término): 30 de junho de 2022
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Odontologia - Odontologia Social e Preventiva
Pesquisador responsável:Marília Afonso Rabelo Buzalaf
Beneficiário:Aline Dionizio Valle
Instituição-sede: Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB). Universidade de São Paulo (USP). Bauru , SP, Brasil
Assunto(s):Bioquímica   Fluoretos   Proteômica   Diabetes mellitus   MicroRNAs   Intestinos

Resumo

O diabetes mellitus (DM) é considerado uma doença de grande impacto e as perspectivas são de que a mesma deve aumentar consideravelmente nos próximos anos, devido ao estilo de vida das pessoas. Dentre os dois tipos de diabetes mellitus o tipo 2 (DM2) é o que tem a maior prevalência (90%). A patogênese do DM2 é muito complexa e está envolvida com uma progressão da resistência à insulina no fígado e tecidos periféricos, que ainda é acompanhada por uma secreção defeituosa de insulina pelas células ² pancreáticas, levando a um aumento anormal da glicose no sangue. Alguns estudos vêm indicando que o fluoreto (F) pode influenciar na resistência/sensibilidade à insulina, característica inicial do desenvolvimento do DM2. Desta forma, estudos que relacionem essa patologia com a administração de F são importantes, já que este íon está presente em águas de abastecimento e outras fontes, como dentifrícios e alimentos. Sabendo-se que a principal rota de absorção do F é o trato gastrointestinal (TGI) e o principal órgão é o intestino, o objetivo deste estudo é avaliar as alterações proteômicas e de miRNAs ocasionadas pelo F no intestino de animais com DM2 induzidas por meio de dieta hiperlipídica e pela administração de estreptozotocina, além de implementar uma nova linha de pesquisa (análise de miRNA) no laboratório de bioquímica da Faculdade de Odontologia de Bauru- USP. Para isto serão utilizados 18 camundongos adultos machos da linhagem C57BL/6J, que serão divididos em 3 grupos experimentais (n=6), de acordo com a dose de F (0, 10 ou 50 mgF/L) administrada por meio da água de beber. Os animais receberão uma dieta hiperlipídica e após alcançarem 30g e no mínimo 8 semanas, receberão injeções diárias de estreptozotocina (STZ) intraperitonial de 40mg/kg, por 3 a 5 dias. A partir da 4a semana se iniciará o tratamento com o F, com duração de 21 dias. A glicemia será medida semanalmente utilizando um monitor glicêmico (Accu-Check Performa, Roche Diagnostics, Mannheim, Alemanha), a fim de detectar a resistência à insulina, e posteriormente à administração de STZ e constatação do DM2. Um grupo com 6 camundongos da linhagem C57BL/6 será utilizado como controle. Os mesmos receberão pelo mesmo período experimental, água sem F e dieta normocalórica. Decorrido o período experimental, os animais serão eutanasiados para a coleta das amostras, sendo coletado o sangue para análise de F (eletrodo íon específico), bem como o intestino para análise proteômica quantitativa livre de marcadores (software Protein Linx Global Service) e análise de microRNA. Após verificação da normalidade e homocedasticidade dos dados, os mesmos serão submetidos à análise estatística apropriada (p<0,05).