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Modulação da produção de anticorpos aos componentes antigênicos do veneno de Polybia paulista e ativação de mastócitos em modelo murino experimental de alergia: efeitos da supressão bystander induzida por tolerância oral a antígeno proteico não correlato

Processo: 19/22024-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de agosto de 2020
Vigência (Término): 31 de março de 2021
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Luis Gustavo Romani Fernandes
Beneficiário:Leonardo Antonio Benedito Mainente
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Médicas (FCM). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Imunoterapia   Polybia paulista

Resumo

A imunoterapia alérgeno-específica (IAE), apresenta-se como o único tratamento eficaz com efeitos benéficos a longo prazo, indicado naqueles casos graves com risco de morte pela anafilaxia. Entretanto, a IAE pode se mostrar ineficaz para o tratamento de pacientes multissensibilizados, além da possibilidade de desencadear reações adversas intensas, principalmente durante o período de indução e fases preliminares da manutenção da imunoterapia. Uma estratégia alternativa para suplantar estas dificuldades, pode estar na utilização de protocolos de indução de tolerância com antígenos proteicos não correlatos. Neste contexto, estes antígenos podem induzir mecanismos de tolerância periférica, capazes de suprimir as respostas imunes dirigidas também a antígenos presentes nas proximidades, fenômeno conhecido como supressão bystander. Desta maneira, temos por objetivo principal avaliar os mecanismos imunomoduladores da supressão bystander, na produção de anticorpos e na ativação de mastócitos, em modelos experimentais murinos de alergia ao veneno da vespa Polybia paulista (P. paulista). Assim sendo, serão testados protocolos de indução de tolerância oral com o antígeno proteico ovalbumina (OVA) em camundongos BALB/c previamente sensibilizados com os antígenos do veneno de P. Paulista, e em camundongos que serão submetidos aos protocolos de sensibilização a estes antígenos, posteriormente à indução de tolerância oral. Nestes modelos experimentais, serão avaliados os perfis das respostas imunes humoral específicas para OVA e para os antígenos proteicos do veneno de P. paulista. Para isto, serão quantificadas imunoglobulinas antígeno específicas (sIgE, sIgG1 e sIgG2a) e a protease derivada da ativação de mastócitos MCP-1 em amostras séricas. O entendimento dos mecanismos imunomoduladores envolvidos no fenômeno da supressão bystander sobre a produção das diferentes classes e subclasses de anticorpos antígeno específicos, bem como do perfil de ativação de mastócitos, podem fornecer subsídios que corroborem no desenvolvimento de protocolos mais eficazes de IAE.