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Produção de anticorpo quimérico anti-hCD73 e validação do seu potencial terapêutico na leucemia linfóide aguda e outras malignidades

Processo: 19/24228-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de agosto de 2020
Vigência (Término): 31 de julho de 2021
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia - Imunologia Aplicada
Pesquisador responsável:Priscila Pini Zenatti
Beneficiário:Gabriella Lima dos Reis
Instituição-sede: Centro Infantil de Investigações Hematológicas Dr Domingos A Boldrini (CIB). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Imunoterapia   Leucemia-linfoma linfoblástico de células precursoras   Linhagem celular   Receptores de antígenos quiméricos   Anticorpos   Adenosina   Microambiente tumoral   Recidiva   Modelos animais de doenças

Resumo

Uma das principais falhas no tratamento da leucemia linfoide aguda (LLA) é o processo de recidiva, em que células leucêmicas resistentes à quimioterapia não respondem ao tratamento. Atualmente, novas abordagens terapêuticas têm sido incorporadas aos tratamentos das leucemias, contribuído para um significante progresso na cura dessas malignidades. Terapias direcionadas, como o uso de anticorpos monoclonais (AcM), oferecem vantagens em relação aos métodos convencionais e em combinação com quimioterapia ou radioterapia podem contribuir para uma significante melhora no tratamento de diversas malignidades. Um dos subgrupos de LLA-B, a leucemia Filadélfia like ("Ph like") ocorre em cerca de 10% das crianças, e estão relacionados com altos índices de recidivas pós tratamento. Um método utilizado na identificação das LLA ph-like por qRT-PCR, utiliza 15 genes marcadores, entre os quais o NT5E. O NT5E codifica a enzima CD73, uma ecto-5'-nucleotidase, que possui a capacidade de hidrolisar adenosina monofosfato (AMP) extracelular em adenosina, um potente imunossupressor. Diante disso, a CD73 se mostra um excelente alvo para o desenvolvimento de imunoterapias específicas contra diversos tipos de cânceres, além da LLA. Neste projeto propomos obter um anticorpo anti-CD73 quimérico a partir de um anticorpo murino já existente em nosso laboratório. Este anticorpo quimérico é obtido pela fusão da região variável murina (VH e VL) do nosso anticorpo à região constante humana (CH e CL) da imunoglobulina IgG1, que está clonada em plasmídeo pUC19. Se houver tempo, propomos verificar o potencial terapêutico deste anticorpo em camundongos imunodeficientes (NSG) enxertados com a linhagem celular Daoy. Dada a associação de CD73 com outros tumores, o anticorpo aqui desenvolvido poderá ser testado futuramente em outras malignidades como agente modulador do microambiente tumoral.