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Estimulação subtalâmica e modulação serotoninérgica em modelo de Doença de Parkinson em ratos

Processo: 19/27643-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de junho de 2020
Vigência (Término): 31 de maio de 2021
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas
Pesquisador responsável:Rosana de Lima Pagano
Beneficiário:Gustavo Pires Mauricio
Instituição-sede: Hospital Sírio-Libanês. Sociedade Beneficente de Senhoras (SBSHSL). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Neurociências   Doença de Parkinson   Núcleo subtalâmico   Dor   Serotonina   Avaliação de resultado de intervenções terapêuticas   Modelos animais de doenças

Resumo

A Doença de Parkinson (DP) é uma doença neurodegenerativa complexa que causa disfunção progressiva de neurônios dopaminérgicos e não dopaminérgicos. A DP inclui sintomas motores e não motores, sendo a dor um dos sintomas não motores mais prevalentes, debilitantes e ainda pouco compreendidos. O tratamento da DP é eminentemente sintomático, iniciando-se com uma abordagem farmacológica efetiva que perde seu efeito ao longo do tempo gerando diversas complicações. Nessa fase, o padrão ouro de tratamento é a estimulação cerebral profunda (Deep Brain Stimulation - DBS) do núcleo subtalâmico (NST), que traz benefícios bastante evidentes frente aos sintomas motores e não motores da DP. Foi observado pelo nosso grupo que a DBS-NST induz melhora motora evidente e reduz a hipernocicepção em ratos hemiparkinsonianos, resposta essa acompanhada por reversão da neuroinflamação da via motora dopaminérgica e reversão da hiperativação neuronal e glial no corno posterior da medula espinal (CPME). Considerando a importância da serotonina no controle da resposta nociceptiva, neste projeto iremos investigar o efeito da DBS-NST sobre o sistema serotoninérgico de ratos hemiparkinsonianos. Para tanto, iremos avaliar a expressão de serotonina em diferentes áreas envolvidas com o controle da resposta nociceptiva. Hipotetizamos que a DBS-NST é capaz de reverter, em ratos hiparkinsonianos, o excesso de serotonina em áreas límbicas e o déficit serotoninérgico na via analgésica descendente. Com esse trabalho pretendemos elucidar parte do mecanismo de ação da DBS em sintomas não motores, focando na dor, com o intuito de nortear o aprimoramento de intervenções terapêuticas mais efetivas e menos invasivas aos pacientes com DP. (AU)