Busca avançada
Ano de início
Entree

Capacidade da lectina ArtinM em induzir a repolarização de macrófagos M2 para M1 na infecção in vitro por Paracoccidioides brasiliensis

Processo: 19/26876-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de julho de 2020
Vigência (Término): 30 de junho de 2021
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia - Imunoquímica
Pesquisador responsável:Maria Cristina Roque Antunes Barreira
Beneficiário:Letícia Baccaglini Caetano de Camargo
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:18/21708-5 - Aplicação de imunomoduladores, via reconhecimento de carboidratos, como agentes terapêuticos: do mecanismo de ação à imunoterapia, AP.TEM
Assunto(s):Imunidade inata   Paracoccidioidomicose   Paracoccidioides brasiliensis   Estratégias terapêuticas   Macrófagos   Infecção experimental   Reação em cadeia da polimerase via transcriptase reversa quantitativa (qRT-PCR)   Técnicas in vitro   Delineamento experimental

Resumo

A Paracoccidioidomicose (PCM) é uma doença causada pelo Paracoccidioides brasiliensis, caracterizando-se como a micose humana sistêmica mais prevalente na América Latina, sendo que a infecção se inicia pela inalação de conídios aéreas. Essas formas serão transformadas em leveduras nos pulmões devido à temperatura corporal. Há dois tipos para a PCM como doença, a forma juvenil aguda e a forma adulta crônica, sendo com a forma juvenil aguda a que ocorre de maneira mais severa e acompanhada pela disseminação linfática e linfo-hematogênica, podendo acometer o baço e o fígado. Em paralelo a terapia antifúngica convencional, há uma busca por estratégias terapêuticas contra a PCM que utilizam agentes imunomoduladores (citocinas, pentoxifilina) e protocolos de imunização com peptídeos do patógeno. Nesse sentido, observamos que a lectina ArtinM possui atividade imunomoduladora, por meio do reconhecimento de glicanas presentes em TLR2/CD14 localizados na superfície de células da imunidade inata, fato que resultou no controle da infecção experimental por P. brasiliensis. Com isso, a atual proposta busca avaliar o efeito de ArtinM em induzir a repolarização de macrófagos murinos de linhagem de origem alveolar e peritoneal do perfil M2 para o M1 no contexto da infecção in vitro por P. brasiliensis. Inicialmente, serão padronizadas as concentrações de IL-4 e IL-12p40 que iniciam a polarização desses macrófagos para os perfis M1 e M2 e, além disso, avaliaremos o efeito de diferentes MOI (P. brasiliensis: macrófagos) na indução dos perfis M1 e M2. A caracterização da polarização desses macrófagos será realizada através de qRT-PCR para os transcritos envolvidos com o perfil M1 (iNOs; STAT1; SOCS3) e o perfil M2 (Arginase-1, Fizz; YM-1; STAT3; SOCS1). Em seguida, validaremos a capacidade de ArtinM em repolarizar macrófagos M2 para o perfil M1 após o efeito supressor de IL-4 ou P. brasiliensis sobre essas células de linhagem. No último momento, a proposta atual buscará demonstrar se a tentativa de repolarização de macrófagos M2 por meio do estímulo com ArtinM é capaz de elevar a atividade fungicida dessas células frente à infecção in vitro com P. brasiliensis. Essa abordagem será compreendida por meio da mensuração das unidades formadoras de colônicas (CFU) após a incubação dos macrófagos M2 com ArtinM e desafiados com o fungo. Assim, a confirmação da hipótese de que ArtinM induz a repolarização de macrófagos M2 para M1repercute na aplicabilidade terapêutica no controle da PCM e em novos mecanismos envolvidos na atividade biológica de ArtinM, que serão descobertos e serão úteis e efetivos no delineamento de ferramentas terapêuticas frente a PCM.