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Mudanças abruptas na circulação profunda da porção Oeste do Oceano Atlântico Tropical durante os últimos dois períodos glaciais

Processo: 20/06534-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de julho de 2020
Vigência (Término): 30 de junho de 2022
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Oceanografia - Oceanografia Geológica
Pesquisador responsável:Cristiano Mazur Chiessi
Beneficiário:Stefano Crivellari
Instituição-sede: Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:18/15123-4 - Perspectivas pretéritas sobre limiares críticos do sistema climático: a Floresta Amazônica e a célula de revolvimento meridional do Atlântico (PPTEAM), AP.PFPMCG.JP2
Assunto(s):Paleoceanografia   Paleoclimatologia   Circulação oceânica   Foraminifera   Isótopos estáveis   Oceano Atlântico

Resumo

A Célula de Revolvimento Meridional do Atlântico (CRMA) foi recentemente qualificada como um limiar crítico do sistema climático. No entanto, grandes incertezas estão associadas à possibilidade de uma interrupção/marcante enfraquecimento na CRMA bem como às suas consequências. Testemunhos sedimentares marinhos do Oceano Atlântico registraram repetidos eventos de interrupção/marcante enfraquecimento na CRMA durante o último período glacial, possuindo uma grande quantidade de informações não disponíveis no registro instrumental. Apesar disso, o pequeno número de registros marinhos já investigados limita a caracterização das consequências que os eventos de interrupção/marcante enfraquecimento na CRMA tiveram sobre o oceano profundo. Neste projeto iremos determinar a resposta detalhada da circulação profunda da porção Oeste do Oceano Atlântico tropical aos eventos de interrupção/marcante enfraquecimento na CRMA dos dois últimos períodos glaciais. Para tal, analisaremos os seguintes indicadores em um grupo cuidadosamente selecionado de testemunhos sedimentares marinhos coletados na margem continental do NE da América do Sul: (i) composição dos isótopos estáveis de carbono em foraminíferos epibentônicos (indicador da remineralização da matéria orgânica e da origem da massa de água de fundo); (ii) composição dos isótopos de neodímio em fases autigênicas (indicador da origem da massa de água de fundo); e (iii) diferença na idade radiocarbono de foraminíferos bentônicos e planctônicos dos mesmos níveis estratigráficos (indicador da idade da massa de água de fundo). Nossos dados proporcionarão uma compreensão detalhada das respostas da circulação profunda da porção Oeste do Oceano Atlântico tropical para eventos de mudanças abruptas na intensidade da CRMA, auxiliando na caracterização de cenários futuros para o Oceano Atlântico. (AU)