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Depois das hidrelétricas: processos sociais e ambientais que ocorrem depois da construção de Belo Monte, Jirau e Santo Antônio na Amazônia Brasileira

Processo: 20/04803-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de agosto de 2020
Vigência (Término): 31 de agosto de 2020
Área do conhecimento:Interdisciplinar
Pesquisador responsável:Emilio Federico Moran
Beneficiário:Maíra Borges Fainguelernt
Instituição-sede: Núcleo de Estudos e Pesquisas Ambientais (NEPAM). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:19/17113-9 - Depois das hidrelétricas: processos sociais e ambientais que ocorrem depois da construção de Belo Monte, Jirau, e Santo Antônio na Amazônia Brasileira, AP.SPEC
Assunto(s):Impactos ambientais   Ecologia humana   Amazônia

Resumo

O objetivo geral deste projeto é examinar os impactos que ocorrem depois da construção de hidrelétricas na Amazônia Brasileira e contribuir para a área das Ciências conhecida como Ecologia Humana ou Interações Humano-Ambientais. O projeto se desenvolverá com base nos resultados obtidos em um SPEC anterior liderado pelo responsável entre 2012 e 2018 e focados nos impactos sociais e ambientais durante a construção de Belo Monte na Bacia do Rio Xingu. Nesta segunda fase, propomos examinar os processos e impactos 5 até 10 anos depois que a construção foi finalizada, e expandir o projeto para considerar também as hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio no Rio Madeira, e considerar os impactos sobre a pesca e a ecologia dos rios. A pesca não foi parte do SPEC anterior e constitui uma nova temática. Adicionamos este elemento através de parcerias estabelecidas com pesquisadores na área da ecologia da pesca no Xingu e no Madeira e que são colaboradores neste novo SPEC. As temáticas do projeto representam importantes áreas cientificas de relevância nas políticas públicas: qual a resposta de uma região a um declínio populacional depois de um período de crescimento explosivo durante a construção; como se reconfigura o mercado de mão de obra; como o uso da terra muda; como a região se adapta a saída de grandes fluxos de capital recebidos durante a construção; como os pescadores se adaptam a queda dos estoques pesqueiros e sua recuperação seletiva; e mais importante, houve desenvolvimento econômico regional ou simplesmente ganhou-se quilowatts de energia para o país. O projeto usará métodos avançados de modelagem e sensoriamento remoto, modelos espaciais explícitos e regressão multivariada e dados do Cadastro Agrícola Rural (CAR) para analisar mudanças no uso da terra em pequenas propriedades em áreas de influência das hidrelétricas. Colaborações com o NEPAM/UNICAMP e com a Universidade Federal do Pará foram construídas na fase anterior do SPEC. Nesta nova fase, construímos novas colaborações com a Universidade Federal de Rondônia (UNIR), e a Universidade de São Paulo (USP) para fortalecer a equipe e poder ampliar as temáticas que propomos. A proposta responde a chamada da FAPESP São Paulo Excellence Chairs (SPEC), para trazer professores sênior para interagir com universidades e colegas em SP. O responsável cumpriu com todas as expectativas na fase anterior, oferecendo disciplinas a cada ano na Unicamp, orientando vários estudantes de doutorado, e pós-doutorandos, e publicando artigos com eles em revistas internacionais. (AU)