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Expressão dè miRNAs pôr astrócitos cronicamente expostos a espécies reativas de oxigênio e submetidos à hipóxia aguda

Processo: 20/00110-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de setembro de 2020
Vigência (Término): 31 de julho de 2021
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Morfologia - Citologia e Biologia Celular
Pesquisador responsável:Marimélia Aparecida Porcionatto
Beneficiário:Natália Rodrigues Courbassier
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Anóxia   Neurobiologia   MicroRNAs   Astrócitos

Resumo

O Fator Induzido por Hipóxia (HIF) é um fator de transcrição responsivo à hipóxia, ativado quando há desequilíbrio entre o suprimento e a demanda tecidual de oxigênio (O2). Em astrócitos reativos, o aumento da expressão de HIF-1± está associado à tolerância isquêmica, ou pré-condicionamento, um evento capaz de gerar resistência à ocorrência de isquemia mais grave, diminuindo assim a extensão da lesão. Dados da literatura sugerem que o HIF-1± seja capaz de induzir o pré-condicionamento pela da produção de efetores neuroprotetores ou moléculas como eritropoietina (EPO) e Fator de Crescimento Endotelial Vascular (VEGF). Observou-se que nos astrócitos reativos a expressão do HIF-1± é dependente de receptores P2X7, canal iônico controlado por ATP, cuja expressão também se encontra aumentada, permitindo a indução de tolerância isquêmica. O VEGF, em astrócitos, estimula a proliferação por intermédio de endotelinas, que atuam em receptores astrocitários estimulando a proliferação pela indução de ciclinas da fase G1 do ciclo celular. Outra alteração na expressão gênica observada em astrócitos expostos à hipóxia consiste na ativação da via de sinalização de Notch, sendo o aumento da expressão de Notch-1 visualizada principalmente em astrócitos que expressam GFAP. Em se tratando de expressão gênica, os microRNAs (miRNAs) são importantes moduladores pós transcricionais, podendo inibir a tradução ou aumentar a degradação do mRNA pela ligação à região 3' não-traduzida (3'UTR). Tendo em vista o exposto, o presente estudo busca compreender a resposta à hipóxia por astrócitos do camundongo mutante Nox3eqlb, uma linhagem que apresenta uma mutação pontual no gene Nox3, que codifica para NADPH oxidase 3 (NOX3), com aumento da produção de espécies reativas de oxigênio (ERO). Nossa hipótese é que os camundongos Nox3eqlb apresentem tolerância isquêmica pela exposição crônica a ERO. O objetivo deste projeto é avaliar se os astrócitos Nox3eqlb, que são cronicamente expostos à maior quantidade de H2O2, apresentam alterações na expressão de miRNAs relacionados com proteção contra isquemia aguda. Para alcançar este objetivo, utilizaremos cultura primária de astrócitos isolados de camundongos selvagem (BALB/c) e mutante (Nox3eqlb). Analisaremos a expressão de HIF-1± e GFAP por imunocitoquímica, quantificaremos a proliferação dos astrócitos in vitro e a expressão de miRNAs relacionados com proteção à isquemia e com a via de sinalização por Notch, em astrócitos submetidos ou não à hipóxia. Esperamos com este projeto verificar se a exposição crônica a ERO afeta a resposta astrocitária celular e molecular à hipóxia, em especial com relação ao pré-condicionamento promotor de resistência à isquemia.