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A violência de gênero pelas vozes insubmissas do punk dos anos 90: análise comparativa entre o Brasil e a Argentina

Processo: 20/03279-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de agosto de 2020
Vigência (Término): 31 de julho de 2021
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Linguística
Pesquisador responsável:Andreia dos Santos Menezes
Beneficiário:Maiara Rodrigues dos Santos Silva
Instituição-sede: Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (EFLCH). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus Guarulhos. Guarulhos , SP, Brasil
Assunto(s):Violência de gênero   Movimentos sociais   Feminismo   Punks   Análise do discurso   Análise qualitativa comparativa (QCA)   Argentina   Brasil

Resumo

Os anos de 1990 correspondem à primeira década completa de reabertura democrática no Brasil e na Argentina após longos períodos de ditadura militar. Nesse contexto, ressurgem movimentos sociais voltados aos direitos das mulheres, que no caso da Argentina estão relacionados às mobilizações por parte do feminismo pró-aborto e à criação da Lei de Cotas responsável por impulsionar a representação parlamentar feminina (BELLUCCI, 2017), e no caso do Brasil estão vinculados ao surgimento de organizações voltadas aos direitos das mulheres e à institucionalização de movimentos feministas (AVELAR; RANGEL, 2017). Nesse cenário de emergência das mobilizações sociais e queda da censura que caracterizava os regimes militares em ambos os países, surgem bandas de punk com temáticas voltadas ao feminismo e à violência de gênero, incitadas principalmente pelo movimento Riot Grrrl que ocorria nos Estados Unidos na primeira metade da década de 90 (MARCUS, 2010). A proposta do nosso projeto é fazer uma análise discursiva comparativa da violência de gênero expressa nas letras de bandas de punk feministas do Brasil e da Argentina durante os anos de 1990. Ademais, utilizaremos para a nossa pesquisa os estudos desenvolvidos nas áreas da Filosofia, Sociologia, Antropologia e História.