Busca avançada
Ano de início
Entree

Estudo de vírus oncolítico em modelo in vitro de glioblastoma desenvolvido em organóide cerebral

Processo: 19/27784-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de julho de 2020
Vigência (Término): 30 de setembro de 2021
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Genética
Pesquisador responsável:Oswaldo Keith Okamoto
Beneficiário:Rodolfo Sanches Ferreira
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Neoplasias   Neoplasias do sistema nervoso central   Biologia celular   Células-tronco   Vírus Zika   Glioma   Modelos tridimensionais de cultura de células

Resumo

O câncer é uma das principais causas de morte no mundo. No Brasil, estimam-se 5.810 novos casos de câncer de sistema nervoso central (SNC) em homens e 5.510 novos casos em mulheres, para 2019. Apesar de relativamente raras, essas neoplasias do SNC são responsáveis por altas taxas de morbidade e mortalidade. Os gliomas são tumores cerebrais primários originados de células-tronco ou progenitoras neurogliais. Dentre os gliomas, o mais frequente e com pior prognóstico é o glioblastoma (GBM), que possui padrão histológico altamente heterogêneo, onde ocorrem interações entre tecidos neoplásicos e estromais. Os organoides são modelos recentes de cultura celular 3D que, quando comparados aos cultivos 2D, melhor mimetizam o microambiente tumoral, permitindo estudos do comportamento celular ao longo do desenvolvimento, das interações célula-célula, da organização tecidual e de resposta a drogas. A terapia viral oncolítica tem surgido como uma estratégia alternativa para tratamento de cânceres agressivos. O Zika vírus (ZIKV) mata seletiva e significativamente linhagens tumorais de cânceres embrionários agressivos de SNC, in vitro e in vivo, e reduz a proliferação e a capacidade de auto-renovação de células tronco gliomais (GSCs) de GBM. As GSCs são as principais responsáveis pela resistência terapêutica no GBM, que somado à dificuldade de ressecção cirúrgica máxima, leva à uma alta taxa de recidiva em pacientes tratados. Considerando a necessidade de novas estratégias para tratamento desses gliomas de alto grau, o grande potencial terapêutico do ZIKV e a aptidão de modelos organoides para estudo do câncer, este trabalho tem como objetivo o desenvolvimento de organoides cerebrais a partir de células-tronco pluripotentes induzidas humanas (hiPSCs), isolados e em co-cultivo com neuroesferas de GBM, e posterior infecção pelo ZIKVBR. Espera-se que os resultados auxiliem no entendimento das propriedades invasivas de três diferentes linhagens de GBM, na elucidação do potencial terapêutico do ZIKV e na busca de tratamentos mais eficientes para essas agressivas neoplasias. (AU)