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Atividade antiviral de inibidores de AAK1 na infecção por vírus oropouche

Processo: 20/02159-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de agosto de 2020
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2022
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Microbiologia
Pesquisador responsável:José Luiz Proença Módena
Beneficiário:Karina Bispo dos Santos
Instituição-sede: Instituto de Biologia (IB). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Virologia   Arbovirus   Vírus Oropouche   Febre de Oropouche   Antivirais

Resumo

Oropouche Orthobunyavirus (OROV) é um arbovírus associado a casos frequentes de doença febril na região amazônica. A alta diversidade genética entre ortobunyavírus gerada por rearranjo genético ou mutações faz com que o desenvolvimento de compostos com atividade antiviral direta seja desafiador, portanto, compostos direcionados ao hospedeiro parecem uma boa alternativa para desenvolver antivirais contra o OROV. OROV infecta células hospedeiras através de endocitose mediada por clatrina (EMC), um processo altamente orquestrado, dependente da atividade da quinase 1 associada à proteína adaptadora 2 (AAK1). Dessa forma, acreditamos que inibidores de AAK1 podem ter atividade antiviral contra OROV. Para tanto, iremos determinar o efeito antiviral de dois compostos inibidores de AAK1 e um inibidor de outras quinases que não AAK1, todos não citotóxicos e com atividade quinase verificada pelo SGC-UNICAMP, durante o ciclo replicativo do OROV. Pretendemos identificar as etapas da infecção viral em que esses compostos atuam utilizando diferentes protocolos de pré- e pós-tratamento in vitro. Serão analisadas características morfológicas das células (núcleo, mitocôndria e vesículas celulares) na presença e ausência dos compostos durante a infecção através de microscopia confocal de imunofluorescência. Os dados serão validados por ensaios de silenciamento e superexpressão da quinase AAK1 e os compostos mais promissores poderão ser testados em modelos animais de infecção por OROV em estudos futuros. Assim, o projeto tem como perspectiva caracterizar o papel de AAK1 na entrada e replicação de OROV e desenvolver um possível antiviral contra esse emergente patógeno. (AU)