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Desenvolvimento de uma vacina contra o Coronavírus SARS-CoV-2 utilizando o novo sistema apresentador de antígenos (MAPs - OMV)

Processo: 20/07547-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de agosto de 2020
Vigência (Término): 30 de setembro de 2020
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia - Imunologia Aplicada
Pesquisador responsável:Luciana Cezar de Cerqueira Leite
Beneficiário:Mayra Mara Ferrari Barbosa
Instituição-sede: Instituto Butantan. Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:17/24832-6 - Desenvolvimento de vacinas baseadas em BCG recombinante: Tuberculose, Pertussis, Pneumococo e Schistosoma, AP.TEM
Assunto(s):Desenvolvimento de vacinas   Coronavirus da síndrome respiratória aguda grave 2   Betacoronavirus   COVID-19   Proteínas recombinantes   Hidróxido de alumínio   Resposta imune

Resumo

A recente epidemia mundial de Coronavírus SARS-CoV-2 exige esforços coordenados da comunidade científica para o desenvolvimento de novos testes diagnósticos, novos tratamentos e para o desenvolvimento de vacinas. O esforço para o desenvolvimento de vacinas tem concentrado em modificações de tecnologias que já estavam em desenvolvimento para outros vírus semelhantes, como o Coronavírus SARS-CoV-1, MERS, e até Influenza. As mais importantes atualmente são baseadas em vacinas de DNA, outros vírus atenuados, nanopartículas e mRNA apresentando os antígenos de SARS-CoV-2. Muitas destas estratégias levam em consideração a importâncias da natureza particulada para a estimulação apropriada do sistema imune. O presente projeto propõe utilizar um novo Sistema de Apresentação de Antígenos (MAPS) baseado no acoplamento dos antígenos recombinantes a uma matriz de vesículas de membrana externa (OMVs) com elevado poder adjuvante embutido, para constituição de um complexo molecular altamente imunogênico, MAPS-OMV-rAg. Esta plataforma foi desenvolvida em nossos laboratórios e faz parte de um pedido de patente em processo de submissão ao INPI. Os resultados obtidos com a expressão de antígenos de Schistosoma mansoni neste sistema demonstraram que a resposta imune humoral induzida é da ordem de 100 vezes maior do que o mesmo antígeno administrado com hidróxido de alumínio. Além disto, o perfil de isotipos indica uma resposta imune mais balanceada com forte componente de resposta celular (tese Barbosa, 2020). A nossa expectativa é que a apresentação de antígenos do SARS-CoV-2 nesta plataforma induza uma elevada resposta imune humoral, capaz de neutralizar o vírus. O caráter dual, partícula/adjuvante do complexo poderá induzir uma resposta imune mais elevada que estratégias envolvendo diferentes formas de nanopartículas. Além disto, OMVs já são usados como adjuvantes em vacinas comerciais e existe muita experiência em expressão de proteínas recombinantes, portanto, seria uma tecnologia cujos principais passos estão implantados na indústria, permitindo fácil escalonamento para produção industrial. (AU)