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Arte e emancipação: Marcuse e a dimensão estética em Eros e Civilização

Processo: 20/02989-3
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de agosto de 2020
Vigência (Término): 31 de julho de 2021
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Filosofia
Pesquisador responsável:Nathalie de Almeida Bressiani
Beneficiário:Kadú Leandro Firmino
Instituição-sede: Centro de Ciências Naturais e Humanas (CCNH). Universidade Federal do ABC (UFABC). Ministério da Educação (Brasil). Santo André , SP, Brasil
Assunto(s):Psicanálise   História social   Estética (filosofia)   Emancipação   Teoria crítica   Análise de conteúdo

Resumo

O presente projeto tem como objetivo investigar os potenciais emancipatórios e contestatórios da dimensão estética tal qual apresentada por Herbert Marcuse em Eros e Civilização. Neste livro, Marcuse apresenta o diagnóstico de que há incutida no progresso da civilização uma progressão da subjugação repressiva do princípio de prazer pelo princípio de realidade, numa polaridade na qual um princípio se coloca tiranicamente sobre o outro. A estética, alheia ao princípio de realidade, teria o potencial de permitir a libertação do princípio de prazer dessa ordem repressiva, tornando possível assim a reconciliação dessas polaridades no psiquismo que foram acentuadas social e historicamente por processos de dominação e repressão. Para isso, partiremos de uma análise das noções psicanalíticas de princípio do prazer e princípio de realidade, tal como apresentadas por Marcuse, para que possamos então nos debruçar sobre o conceito de princípio de desempenho, cunhado pelo autor como uma forma de princípio de realidade própria da sociedade capitalista, e que se distingue pelo seu conteúdo histórico-social. (AU)