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Remediação de solos do estuário do Rio Doce através da imobilização de metais via piritização com gesso agrícola e vinhaça

Processo: 20/06224-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de agosto de 2020
Vigência (Término): 31 de julho de 2021
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Agronomia - Ciência do Solo
Pesquisador responsável:Tiago Osório Ferreira
Beneficiário:Maíra Pereira Kanegae
Instituição-sede: Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ). Universidade de São Paulo (USP). Piracicaba , SP, Brasil
Assunto(s):Geoquímica   Condutividade elétrica   Pirita   Estuários   Remediação   Imobilização   Metais   Rio Doce   Delineamento experimental

Resumo

O rompimento da barragem de Fundão em Mariana (MG) em 2015, um dos maiores desastres ambientais globais, lançou no estuário do Rio Doce rejeitos de mineração, compostos predominantemente de óxidos de ferro, que são passíveis de redução e oxidação nas condições estuarinas, liberando os metais traço associados. O estuário do Rio Doce difere da maioria dos estuários, pois não recebe grandes quantidades da água do mar. Isto resulta em baixa disponibilidade de sulfato, desfavorecendo a sulfato - redução e consequentemente a imobilização de metais via piritização. A imobilização de metais via sulfidização - redução de sulfato a sulfeto - e imobilização de metais nas frações sulfetos ácido-voláteis (AVS) e pirita é um processo que ocorre naturalmente em ambientes estuarinos e é de extrema importância na imobilização de metais. Dessa forma, propõe-se testar a hipótese de que a adição de sulfato, na presença de uma fonte de C lábil, irá promover aumento do grau de piritização (DOP) e aumento da imobilização de metais traço, medido através do grau de piritização de metais traço (DTMP). Para testar essa hipótese, será conduzido um experimento de incubação por cinco semanas, contendo rejeito depositado no estuário do Rio Doce. O experimento será conduzido em delineamento inteiramente casualizado com três repetições, em esquema de parcelas subdividas no tempo. A parcela será constituída de seis tratamentos: dois tratamentos controle (incubação apenas com água e apenas com adição de C) e quatro doses de sulfato + adição de C. As subparcelas serão os tempos de avaliação (5 semanas). Semanalmente serão determinados pH, Eh e condutividade elétrica da solução. Na solução serão determinados os teores de metais, sulfato, sulfeto e Fe2+ . Na fase sólida, será realizada a extração sequencial das frações de ferro e de metais a fim de determinar o DOP e DTMP em cada tratamento. Será realizada também a extração dos sulfetos voláteis em meio ácido (AVS). Espera-se que a adição de sulfato e de uma fonte de C lábil aumente o DOP, DTMP e a imobilização de metais em AVS, reduzindo disponibilidade de metais em solução que podem se tornar contaminantes de risco para toda a cadeia trófica.