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Estudo da interação do extrato de Hibiscus Sabdariffa Linnaeus (hibisco) com membranas

Processo: 20/08378-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de setembro de 2020
Vigência (Término): 31 de agosto de 2021
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Biofísica - Biofísica Molecular
Pesquisador responsável:Karin Do Amaral Riske
Beneficiário:Patrícia Sayuri Takakura
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:16/13368-4 - Sistemas nanoestruturados: de modelos biomiméticos de membranas a carreadores de bioativos, AP.TEM
Assunto(s):Lipossomos   Hibisco   Calorimetria   Membranas   Antioxidantes

Resumo

As plantas alimentícias não convencionais (PANCs) foram descritas pelo biólogo Valderly Kinupp como plantas nativas ou exóticas comestíveis que podemos encontrar em quintais, canteiros e terrenos baldios. No Brasil estima-se que pelo menos 10% da flora nativa é alimentícia, totalizando em média cinco mil espécies. Além disso, elas são classificadas como alimentos funcionais, por serem fontes ricas de vitaminas essenciais, antioxidantes, fibras e sais minerais. Dentre as PANCs mais populares, podemos destacar o Hibiscus sabdariffa L., uma espécie vegetal da família Malvaceae, popularmente conhecida como hibisco que, historicamente, foi trazido para o Brasil pelos escravos provenientes da África Oriental. Atualmente, é uma PANC cultivada em ampla escala devido ao aumento do seu consumo em todo o mundo.Em países africanos e asiáticos, a flor do Hibiscus sabdariffa L. é popularmente utilizada no combate de hipertensão, inflamações, desordens do fígado, pedras nos rins, hipercolesterolemia, antifúngico, antibacteriano e até mesmo para o tratamento preventivo de doenças cardiovasculares. Além disso, o Hibiscus sabdariffa L. possui uma alta concentração de antioxidantes flavonóides (principalmente antocianinas) e vitamina C, vitaminas do complexo B e minerais. Estudos demonstraram que o consumo de antocianinas tem um efeito hepatoprotetor contra o estresse oxidativo, além de prevenir outras doenças causadas por síndromes metabólicas e a diminuição da hiperglicemia.Alguns estudos científicos realizados na última década sobre as propriedades terapêuticas do hibisco mostram sua habilidade em diminuir a concentração de LDL sistêmica em cerca de 18% após 90 dias de consumo regular do extrato de H. sabdariffa L. Outro estudo observou que o consumo de uma infusão de Hibiscus sabdariffa L. ao longo de nove semanas, levou ratos a ter um ganho de peso 10% inferior comparado ao grupo que não consumiu a infusão. Este estudo também observou uma menor absorção de amidos e sacarose nos grupos que consumiram a infusão de hibisco.Estudos da interação do extrato de hibisco com a bicamada lipídica da membrana plasmática são escassos na literatura, portanto, este trabalho tem como objetivo principal estudar a interação do extrato de H. sabdariffa L.com vesículas lipídicas como modelos miméticos da membrana.