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Qualidade do solo e estabilização da matéria orgânica em tecnossolos construídos com rejeitos de mineração de calcário

Processo: 19/18324-3
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de agosto de 2020
Vigência (Término): 30 de novembro de 2022
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Agronomia - Ciência do Solo
Pesquisador responsável:Tiago Osório Ferreira
Beneficiário:Francisco Ruiz
Instituição-sede: Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ). Universidade de São Paulo (USP). Piracicaba , SP, Brasil
Assunto(s):Mineralogia   Restauração ecológica

Resumo

Considerando a velocidade com que os seres humanos são capazes de modificar a superfície do planeta, os solos antrópicos serão cada vez mais frequentes. Dentre eles, os Tecnossolos destacam-se pela forte influência da atividade humana em sua gênese, contendo em sua seção de controle mais de 20%, em volume, de materiais criados, modificados ou transportados pela atividade antrópica, chamados de artefatos. A mineração é responsável por causar grande impacto na paisagem e degradação dos recursos naturais, incluindo o solo. Estudos prévios apontam que o uso de Tecnossolos como técnica para recuperar áreas impactadas pela mineração tem sido eficaz. Nesse contexto, um dos objetivos desse trabalho é avaliar a eficiência de Tecnossolos construídos com rejeitos de mineração de calcário [não vegetado (t=0), cultivados com cana-de-açúcar (t=4 e t=8 anos) e sob pastagem (t=22 anos)] em recuperar a qualidade do solo, usando como referência solos naturais sob os mesmos usos. Para isso, serão avaliadas funções como infiltração e retenção de água no solo, estoque de carbono, reserva de nutrientes e atividade biológica. A fim de parametrizar os resultados, os atributos dos solos serão convertidos em índices de qualidade. Complementarmente, será feita uma investigação sobre os mecanismos de estabilização da matéria orgânica nesse solo. Para isso, será feito o fracionamento densimétrico da matéria orgânica a fim de separar a matéria orgânica particulada do complexo organo-mineral, com posterior separação desta por classes de tamanho (areia, silte, argila). O complexo organo-mineral de diferentes granulometrias então passará por uma extração sequencial com diferentes reagentes, cada um quebrando uma ligação específica entre a matéria orgânica e as superfícies minerais ativas do solo. Após as extrações, cada fração terá seu conteúdo de carbono determinado. Por último, as fases minerais do solo (areia, silte e argila) serão identificadas por difratometria de raio-x.