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Ações coordenadas pela enzima Arginina Metiltransferase 5 de Leishmania braziliensis

Processo: 20/02372-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de setembro de 2020
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2021
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Parasitologia - Protozoologia de Parasitos
Pesquisador responsável:Angela Kaysel Cruz
Beneficiário:Gustavo Daniel Campagnaro
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:18/14398-0 - Centro Reino-Unido-Brasil para o Estudo da Leishmaniose (JCPiL), AP.TEM
Assunto(s):Leishmania braziliensis   Proteínas de transporte   RNA   Arginina   Metiltransferases   Bioquímica   Metilação   Infecção   Expressão gênica

Resumo

A família Trypanosomatidae é formada por um grupo de protozoários parasitas que divergiram primitivamente durante a evolução dos eucariotos. Dentre os tripanosomatídeos, destacam-se os parasitas dos gêneros Trypanosoma (causadores da Doença do Sono e da Doença de Chagas) e Leishmania (causadores das Leishmanioses). Diferente da grande maioria dos eucariotos, os tripanosomatídeos apresentam transcrição policistrônica e controle pós-transcricional da expressão gênica mediada pela ação de proteínas ligantes de RNA (RBPs). A atividade de muitas RBPs é coordenada pela metilação de resíduos de arginina mediada por proteínas Arginina Metiltransferases (PRMTs), o que pode levar a um aumento ou diminuição da afinidade de RBPs por seus RNAs-alvo e impactar o controle da expressão gênica. Leishmania spp. possuem cinco PRMTs identificadas em seus genomas, e o laboratório de A. Cruz é pioneiro no estudo destas enzimas. A PRMT7 de L. major, apesar de ser pouco expressa em amastigotas, foi identificada como uma reguladora negativa da infecção, de forma que a deleção gênica de LmjPRMT7 leva a um aumento na infectividade do parasita. Estudos de nosso laboratório mostraram que a PRMT5 de L. braziliensis, apesar de apresentar um perfil de expressão semelhante a PRMT7, atua de forma oposta, sendo que a deleção gênica de LbrPRMT5 gera parasitas com reduzida capacidade infectiva. LbrPRMT5 foi encontrada interagindo especificamente com 4 proteínas, cuja ação pode ser a responsável direta pela redução da infectividade. Sendo assim, propomo-nos a fazer a caracterização bioquímica de LbrPRMT5 e estudar o papel da metilação de suas proteínas-alvo no processo de infecção celular, avaliando o papel destas como RBP e como moduladoras da expressão gênica em L. braziliensis. (AU)