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Avaliação da participação da angiotensina II no efeito do consumo crônico de etanol sobre a ação modulatória do tecido adiposo perivascular

Processo: 19/26467-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de agosto de 2020
Vigência (Término): 31 de janeiro de 2023
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Farmacologia Cardiorenal
Pesquisador responsável:Carlos Renato Tirapelli
Beneficiário:Wanessa Mayumi Carvalho Awata
Instituição-sede: Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Angiotensina II   Consumo de bebidas alcoólicas   Etanol   Tecido adiposo perivascular   Espécies de oxigênio reativas   Sistema renina-angiotensina

Resumo

O consumo crônico de etanol acarreta alterações significativas da função vascular, figurando como importante fator de risco no desenvolvimento de doenças cardiovasculares, como por exemplo, a Hipertensão Arterial. Entre os mecanismos propostos para explicar a Hipertensão Arterial associada ao consumo de etanol estão incluídas as alterações do tônus vascular e alteração do mecanismo neuro-endócrino. De fato, foi demonstrado que o SRA participa do aumento da pressão arterial e da disfunção vascular induzida pelo etanol evidenciando assim a existência de uma relação entre o mecanismo neuro-humoral e miogênico que poderia explicar a Hipertensão Arterial associada ao consumo de etanol. O tecido adiposo perivascular (Perivascular Adipose Tissue - PVAT) possui propriedades secretórias e agindo de maneira autócrina, parácrina ou endócrina libera substâncias vasoativas (vasorelaxantes e vasocontráteis) que participam da regulação do tônus vascular. Algumas situações fisiopatológicas, como a Hipertensão Arterial podem induzir um processo inflamatório no PVAT, como consequência há perda de sua ação anti-contrátil. A inflamação vascular característica da Hipertensão Arterial é iniciada no PVAT, sendo a angiotensina II (ANGII) importante mediadora dessa resposta. A ANGII regula a infiltração de linfócitos T e macrófagos (M1 e M2) no PVAT além de mediar a produção de Espécies Reativas de Oxigênio (ERO) e expressão de iNOS nesse tecido. No entanto, não há estudos que descrevam o impacto do consumo crônico de etanol sobre a ação modulatória exercida pelo PVAT no tônus vascular. Uma vez que o PVAT possui importância biológica na regulação da função vascular, o presente projeto foi delineado de forma a investigar as consequências do consumo de etanol sobre a ação modulatória que o PVAT exerce sobre o tônus vascular. Uma vez que a alteração de fenótipo do PVAT é dependente do tempo e que sofre a influência de diferentes mediadores, como a ANGII, propomos também investigar o efeito do consumo de etanol em diferentes momentos (pré-hipertensão e durante a hipertensão) avaliando a possível participação da ANGII na alteração da funcionalidade do PVAT. A hipótese do estudo é a de que a ANGII, via receptores AT1, irá estimular o recrutamento de células inflamatórias que promoverão prejuízo no efeito anti-contrátil do PVAT por mecanismos associados à produção de citocinas pró-inflamatórias, liberação de adipocinas e produção de ERO. (AU)