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Modulação da ECA2 na hipertensão experimental e em resposta ao tratamento com IECA e BRA: potenciais implicações na gravidade e alvos terapêuticos da COVID-19

Processo: 20/07371-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de julho de 2020
Vigência (Término): 30 de junho de 2021
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Farmacologia Cardiorenal
Pesquisador responsável:Adriana Castello Costa Girardi
Beneficiário:Thiago Matheus Santos Rios
Instituição-sede: Instituto do Coração Professor Euryclides de Jesus Zerbini (INCOR). Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:16/22140-7 - Bases moleculares da função e da disfunção tubular renal, AP.TEM
Assunto(s):COVID-19   Coronavirus da síndrome respiratória aguda grave 2   Infecções por Coronavirus   Pandemias   Comorbidade   Hipertensão   Sistema renina-angiotensina   Enzima conversora da angiotensina 2   Inibidores da enzima conversora da angiotensina

Resumo

Evidências clínicas indicam que pacientes hipertensos apresentam alta susceptibilidade à infecção e à gravidade da COVID-19, doença causada pelo novo SARS coronavírus SARS-Cov-2. O SARS-Cov-2 requer a ativação da proteína S viral pela serinoprotease TMPRSS2 e subsequente ligação da proteína S ativa à enzima conversora de angiotensina 2 (ECA2) para ganhar acesso às células pulmonares, cardíacas e renais, entre outras, nas quais a ECA2 é expressa. A ECA2, no entanto, é um componente enzimático crucial do sistema renina angiotensina (SRA). A ECA2 degrada a angiotensina II (Ang II), peptídeo com múltiplas ações que podem levar ao desenvolvimento de hipertensão arterial, e gera a angiotensina-1-7 (Ang-1-7), que antagoniza os efeitos da Ang II. Além disso, estudos experimentais e clínicos sugerem que o bloqueio do SRA por inibidores da ECA (iECA) e antagonistas do receptor de angiotensina II do tipo 1 (BRA) podem aumentar a abundância da ECA2. Em virtude do fato de pacientes com hipertensão arterial, entre outras doenças cardiovasculares, serem rotineiramente tratados com bloqueadores do SRA, uma série de preocupações clínicas surgiram com relação ao potencial aumento do risco destes pacientes serem infectados pelo SARS-Cov-2. Notavelmente, não existem estudos em modelos experimentais ou humanos que tenham examinado os efeitos dos iECA e BRA sobre a abundância proteica e atividade da ECA2 nos pulmões. Nesse contexto, o presente estudo foi concebido com a finalidade de fornecer evidências científicas sobre a modulação da ECA2 circulante e tecidual na hipertensão arterial experimental e em resposta aos iECA e BRA, além de examinar o potencial envolvimento de diferenças entre gêneros nessa modulação. (AU)